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Localizados mais 26 em regime escravo no Par�

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São Paulo (Agência Folha) - A fiscalização do Ministério do Trabalho localizou 26 pessoas submetidas a trabalho análogo à escravidão em uma fazenda de Canãa dos Carajás, no sul do Pará, mas não conseguiu retirá-las do local por causa das chuvas que atingem a região. Os fiscais chegaram ontem à fazenda Sossego. A condução dos trabalhadores para a cidade deveria ser providenciada pelo dono da propriedade, que alega não poder fazê-lo devido às fortes chuvas que danificaram as estradas de acesso na região, segundo o Ministério do Trabalho. A fazenda estava sem energia elétrica e a equipe do ministério dividia as instalações precárias com os trabalhadores. Não havia previsão de quando a equipe e os libertados poderiam deixar o local. Até as 19h de ontem, o grupo não havia conseguido sair do local, que permanecia às escuras. Segundo os fiscais, entre os trabalhadores há três menores de idade, mulheres e um trabalhador com o braço quebrado. Os trabalhadores haviam sido contratados para preparar a pastagem para o gado, retirando ervas daninhas. O grupo também preparava o terreno para o plantio de bananas. Segundo o ministério, o dono da fazenda, Milton Ribeiro, disse aos fiscais que se dirigiria ao local e pagaria a indenização devida aos trabalhadores, de aproximadamente R$ 45 mil. A equipe de fiscalização é formada por cinco auditores do Ministério, seis policiais federais e um procurador do Ministério Público do Trabalho. Quando cessarem as chuvas, o transporte para os trabalhadores deve ser providenciado, segundo os auditores. O Ministério do Trabalho anunciou que, desde o início do ano, já foram libertados mais de 160 trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo no sul do Pará.

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