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PT contra-ataca e prop�e CPI ampla para crimes eleitorais

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São Paulo (Agência Folha) - Os senadores do PT sugeriram ontem uma investigação ampla de suspeitas de contribuições ilegais de campanha no governo passado e acabaram provocando uma crise na base aliada. O objetivo dos senadores do PT era tentar acuar a oposição e impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para investigar a cobrança de propina pelo ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz. A idéia, porém, causou reações contrárias e críticas dos partidos aliados e da oposição. Os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, João Paulo Cunha, criticaram a proposta. Até dentro do Palácio do Planalto ela foi mal recebida. Em reunião da bancada petista no Senado, pela manhã, os 13 senadores apoiaram a decisão de uma CPI ampla. O partido ressalta, no entanto, que não tomará a iniciativa de pedir a instalação da CPI ?ampla, geral e irrestrita?. Ela só ocorrerá se a comissão para investigar o caso Waldomiro Diniz for inevitável. A decisão do PT também acirrou os ânimos da oposição no Senado e desagradou até seu principal aliado, o PMDB, que possui a maior bancada na Casa, com 23 senadores. A avaliação do PMDB é que a estratégia petista está errada e só tumultuará mais o Congresso. O PSDB, responsável por colher as assinaturas de apoio à comissão parlamentar de inquérito, e setores do PFL que apóiam as investigações, dizem que concordam com uma CPI mais ampla, desde que sejam criadas duas: uma do caso Waldomiro e outra para tratar de casos anteriores. ?Se vamos olhar para trás, para esse episódio de 2002, vamos olhar com coragem e investigar tudo. Se vamos voltar dois anos, que voltemos oito?, disse o líder do governo Aloizio Mercadante (PT-SP), em referência aos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Os petistas listaram como casos passíveis de investigação o financiamento das campanhas do ex-presidente FHC, do candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB), o comendador Arcanjo, além da privatização das teles.

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