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Rio conhece hoje sua campe�
A reedição de antigos sucessos do Carnaval trouxe nostalgia para a segunda noite dos desfiles do Grupo Especial no Rio de Janeiro, cuja campeã será conhecida hoje. Um dos pontos altos da noite, que empolgou o público nas arquibancadas e nos camarotes da Marques de Sapucaí foi o desfile da Império Serrano, que apostou no samba ?Aquarela Brasileira?, de 1964. O samba de Silas de Oliveira foi inspirado na música ?Aquarela do Brasil?, de Ary Barroso, que morreu no mesmo dia do desfile, em 1964. Também foi elogiado o desfile da Viradouro, que trouxe o sucesso ?Festa do Círio de Nazaré?, de 1975, da Unidos de São Carlos (hoje, Estácio de Sá, que está no Grupo de Acesso). O desfile da escola, que teve como madrinha da bateria a atriz Juliana Paes, entretanto, foi prejudicado pela chuva, que encharcou parte das fantasias. A chuva voltou com força durante o desfile da Beija-Flor, que neste ano falou sobre a Amazônia. Também enfrentou a chuva a Unidos do Porto da Pedra. A escola contou a história da correspondência desde os meios primitivos até o e-mail. Nesse Carnaval, quatro escolas de samba reapresentaram na avenida sambas-enredo já consagrados. A Portela foi a primeira a trazer um samba campeão: ?Lendas e Mistérios da Amazônia?, de 1970. A Tradição, uma dissidência da escola, abriu a noite também com um samba da Portela: ?Contos de Areia?. Com ele, a Portela foi campeã em 1984. A Imperatriz Leopoldinense fez um desfile tecnicamente perfeito para contar a história do vermelho. A noite foi encerrada pela Mocidade Independente de Padre Miguel, que levou para a avenida um enredo sobre o trânsito. Uma das alas era composta apenas por pessoas que ficaram paraplégicas em acidentes de carros.