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Nº 5691
Nacional

Waldomiro vai � PF mas diz que s� fala sobre den�ncias em ju�zo

Brasília (Agência Folha) - Depois de 18 dias sem aparecer publicamente, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz prestou ontem dois depoimentos à Polícia Federal (PF), em Brasília, e, dentro da tática de sua defesa, respondeu

Por | Edição do dia 03/03/2004 - Matéria atualizada em 03/03/2004 às 00h00

Brasília (Agência Folha) - Depois de 18 dias sem aparecer publicamente, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz prestou ontem dois depoimentos à Polícia Federal (PF), em Brasília, e, dentro da tática de sua defesa, respondeu aos delegados que só vai se manifestar em juízo. Foram  feitas cerca de 50 perguntas a Waldomiro nos dois depoimentos. Em nenhuma delas foi citado o nome de seu ex-chefe José Dirceu, ministro da Casa Civil. Waldomiro prestou dois depoimentos pois responde a dois inquéritos. O primeiro apura suposto crime eleitoral e corrupção ativa e passiva de Waldomiro, que teria pedido propina e dinheiro para campanhas políticas a um empresário do ramo de loterias. O segundo investiga suposta corrupção e improbidade administrativa quando ele presidiu a Loterj (Loterias do Estado do Rio de Janeiro). O ex-assessor palaciano forneceu apenas uma resposta. Quando foi indagado sobre sua profissão, Waldomiro sorriu, olhou para os advogados, e disse que era “funcionário público”. Ao deixar à noite o prédio da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde chegou por volta das 16h, Waldomiro deu apenas uma declaração: “Nesse momento, sou o maior interessado em buscar a verdade e provar minha inocência. Estou confiante na Justiça brasileira e nas investigações desenvolvidas pelo Ministério Público, Polícia Federal e Justiça brasileira”. Waldomiro foi demitido no dia 13 de fevereiro, quando a revista “Época” divulgou vídeo em que o ex-funcionário do Planalto pedia propina de 1% ao empresário de loterias Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O empresário depôs na segunda-feira e manteve o que havia dito ao Ministério Público Federal: Waldomiro tentou “extorqui-lo” mas a propina jamais foi paga. Hoje Waldomiro deve depor para o Ministério Público Federal, enquanto a PF vai ouvir Messias Antonio Ribeiro Neto e Marcelo Rovai. Ribeiro Neto já confirmou a procuradores a relação de Waldomiro Diniz com Carlinhos Cachoeira. Rovai foi diretor de marketing da GTech do Brasil até o ano passado. A empresa controla a operação do sistema lotérico do país, por meio de contrato firmado com a Caixa Econômica Federal. A PF apura se Waldomiro praticou tráfico de influência durante a renegociação da Caixa com a GTech ocorrida no ano passado.

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