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Ex-s�cio de bicheiro tamb�m se nega a responder perguntas da PF
Brasília, DF (Agência Folha) - Depois de o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz dizer à Polícia Federal, em Brasília, que só fala em juízo, o ex-sócio do empresário do jogo Carlinhos Cachoeira, Messias Antônio Ribeiro Neto, depôs na PF e, dentro da tática de sua defesa, usou o direito constitucional de só responder em juízo. Em cerca de 40 minutos de depoimento, o ex-sócio de Cachoeira leu o teor das declarações que prestou ao Ministério Público Federal no último dia 18. A Polícia Federal também ouviria ontem o ex-diretor de marketing da GTech, empresa responsável pela operação do sistema de loterias do país, Marcelo Rovai, mas ele não compareceu, alegando ?não ter sido intimado a tempo??. A PF, no entanto, diz que a intimação foi feita na quarta-feira da semana passada, e que vai enviar uma nova intimação para que Rovai -que em 6 de janeiro de 2003 se encontrou com Waldomiro no Hotel Blue Tree Park, em Brasília- deponha na próxima semana. Prevaricação Após seu depoimento na Polícia Federal, na terça-feira, o ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, foi indiciado por prevaricação ?deixar de cumprir o dever legal do cargo que ocupava. Ele teria deixado de fiscalizar os bingos do Rio enquanto presidiu a Loterj ?loteria do Estado. Durante o depoimento, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Diniz se negou a responder às 50 perguntas feitas pela Polícia Federal e 15 elaboradas pelo Ministério Público Federal, referentes ao inquérito que investiga seu suposto envolvimento em recebimento de propinas e contribuições ilegais para campanhas eleitorais. Waldomiro deporia no Ministério Público ontem, mas o depoimento foi cancelado pelo próprio Ministério Público, por causa das declarações do ex-assessor de que só falará em juízo.