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Assaltantes presos em GO podem ter matado fiscais
São Paulo, SP (Agência Folha) - Uma quadrilha especializada em assalto a banco e presa no fim da noite de quarta-feira pela Polícia Federal na BR-040, no posto policial de Cristalina (GO) pode estar envolvida no assassinato dos funcionários do Ministério do Trabalho em Unaí (MG), em janeiro, segundo o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). As informações são da Agência Brasil e da Agência Câmara. ?É um grupo perigoso, composto de oito assaltantes que portavam fuzis e armas modernas de grosso calibre??, afirmou Guimarães. Segundo a PF, no entanto, a quadrilha é formada por sete pessoas. O deputado disse que os assaltantes usavam o mesmo tipo de carro utilizado pelos fiscais assassinados. Com os sete acusados, entre eles uma mulher, foram apreendidos sete fuzis e duas pistolas, além de munição. Duas crianças, uma de dois meses e outra com cerca de dois anos estavam com a quadrilha. Levantamento da PF aponta que os assaltantes, entre eles um ex-policial militar do Pará, pretendiam agir nas agências do Banco do Brasil e do Bradesco da cidade de Salinas (MG). Os presos serão indiciados por formação de quadrilha, porte ilegal de armas, porte de drogas, roubo de carro e resistência à prisão. Contra cinco dos acusados há mandados de prisão. Todos estão presos na Custódia da PF em Brasília. As crianças, encaminhadas para o S.O.S Criança, seriam usadas como disfarce para o trabalho da mulher, que servia de ?olheira??. Sua função seria antecipar a situação das agências para o assalto. Características De acordo com a PF, a forma de agir dos assaltantes assemelha-se à do bando dos Araquan, que atuava no interior da Bahia, preso pela PF no ano passado. Os assaltantes primeiro faziam o reconhecimento da cidade onde iriam atuar, chegando, inclusive, a se mudar para lá. Eles conheciam as rotas de saída da cidade, os locais onde havia delegacia e batalhões da polícia e sabiam os dias em que a agência bancária estaria ?abastecida??. O plano dos assaltantes, de acordo com a PF, era usar uma metralhadora giratória, em cima de uma caminhonete D-20, e chegar atirando. Depois do assalto, eles fugiriam atirando e se esconderiam no mato.