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Garotinho manda investigar a��o da PM durante tiroteio em favela

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Rio de Janeiro, RJ (Agência Folha) - O secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho, reconheceu ontem que um dos três rapazes mortos no tiroteio da noite de quarta-feira no morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, (zona sul), era inocente. Ele determinou que o inspetor-geral de polícia, coronel João Carlos Ferreira, investigue o que ocorreu na favela, já que a Polícia Militar apresentou versões contraditórias sobre o episódio. O tiroteio, que durou três horas, assustou os moradores de Copacabana vizinhos ao Pavão-Pavãozinho. Após as mortes, cerca de 300 moradores da favela desceram pela ladeira Saint Roman e, com caixotes e pneus incendiados, bloquearam a rua Sá Ferreira e o túnel que liga a rua Barata Ribeiro à Raul Pompéia, três das principais vias do bairro. O túnel ficou pelo menos 20 minutos fechado. Os manifestantes atiraram pedras e tijolos nos policiais. Depois de reunião com representantes da favela, Garotinho disse que Alexandre Firmiano de Souza, 27, um dos mortos, não tinha envolvimento com tráfico e teria sido morto por uma bala perdida. O rapaz era faxineiro em um prédio no Leblon (zona sul) e não tinha antecedentes criminais, segundo a Polícia Civil. Segundo o secretário, as outras duas vítimas, André da Conceição Oliveira, 26, e E.L.M., 17, seriam traficantes. A família de M. afirma que ele trabalhava com o pai na feira da artesanato de Copacabana. Enquanto o comandante do 19º Batalhão (Copacabana), coronel Dario Cony, informou que o tiroteio fora iniciado por quadrilhas rivais que disputam o tráfico no morro, o comandante do Gpae (Grupamento de Policiamento em àreas Especiais) do Pavão-Pavãozinho, major Marco Aurélio dos Santos disse que o confronto foi entre policiais e traficantes.

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