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Viol�ncia leva pol�cia a ocupar 64 favelas no Rio

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Rio (AE) - Após um fim de semana em que pelo menos 12 pessoas morreram de forma violenta no Rio, a maioria em conflitos entre traficantes e a polícia, a Secretaria de Segurança Pública do RJ (SSP) retomou ontem a operação Pressão Máxima, de combate ao tráfico de drogas. Oitocentos e cinqüenta policiais (275 civis e 575 militares) ocuparam 64 favelas. Iniciada em 2 de novembro e interrompida no carnaval, a primeira fase da Pressão Máxima resultou em 574 prisões e na apreensão de 400 armas, 65 granadas, 43 quilos de cocaína e 400 quilos de maconha. Trinta caminhões e 134 carros roubados foram recuperados. O principal elemento da Pressão Máxima é a surpresa. Os policiais só conhecem o local em que atuarão no momento da operação. O subsecretário de Segurança, Marcelo Itagiba, afirmou que a Pressão Máxima foi suspensa durante o carnaval porque a festa demandou um esquema de segurança específico. Na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, o traficante Márcio César da Silva, o Ratão, de 26 anos, morreu ao ser atingido por um tiro de fuzil no abdome, durante confronto entre quadrilhas rivais. O tiroteio aconteceu na Favela Parque Royal. Ele era um dos chefes do tráfico das favelas Parque Royal e Praia da Rosa, também na Ilha. A polícia informou que traficantes ameaçaram invadir O hospital para resgatar o corpo. Houve um pequeno tumulto, rapidamente controlado. Ninguém foi preso.

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