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Mais 3 morrem v�timas de balas perdidas no Rio
Rio (AE) - Quatro pessoas foram atingidas por balas perdidas durante operações policiais em favelas num intervalo de 18 horas em três pontos diferentes do Rio. Três das vítimas morreram, entre elas uma estudante de 16 anos, que estava uniformizada e voltava da escola. Ela foi baleada na cabeça. Aline Gonçalves de Lima e o vendedor evangélico Marcelo Salgueiro Soares, de 31 anos, foram atingidos na Rua Cardeal Arco-Verde, um dos acessos da Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. Moradores contaram que policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) chegaram ao local, na tarde de ontem. Enquanto um policial dirigia, o outro seguia a pé, de arma na mão. ?Eles chegaram para matar mesmo. Até tiraram a placa do carro?, contou a secretária da associação de moradores, Andréa Souza Ruiz. Segundo moradores, os inspetores haviam prendido um traficante e teriam pedido propina para libertá-lo. Como nada receberam, teriam voltado para se vingar. O titular da DRE, Túlio Pelosi, contestou a versão, afirmando que três inspetores que investigam a quadrilha de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar foram recebidos a tiros quando chegavam à favela e não chegaram a reagir. Soares, que vendia cloro na favela, levou um tiro nas costas e morreu no local. Cerca de 300 moradores iniciaram um protesto, mas policiais militares impediram que a Rodovia Washington Luiz fosse fechada. De madrugada, o ajudante de lavanderia André Luiz da Silva Dias, de 29 anos, foi atingido por um tiro no ombro direito, quando saía de casa, na Favela Praia da Rosa, na Ilha do Governador, zona norte da cidade, onde policiais procuravam os assassinos de dois PMs mortos no fim de semana. Em protesto, moradores da favela queimaram um ônibus e um caminhão da Companhia de Limpeza Urbana do Município (Comlurb).