Nacional
CPI da Pirataria
São Paulo, SP (Agência Folha) - Ao contrário do que teria prometido aos deputados da CPI da Pirataria, o juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso na Operação Anaconda sob a acusação de comandar um esquema de venda de sentenças, não apontou os nomes de outros integrantes do Judiciário supostamente envolvidos com contrabando. Os deputados tinham a expectativa de que Rocha Mattos apresentasse denúncias e ajudasse na investigação. Ele foi convocado para depor justamente porque teria dito, informalmente, que teria acusações a fazer à CPI. Porém, Rocha Mattos limitou-se a fazer insinuações, dizendo que ?não queria lavar roupa suja fora do Judiciário? e que ?corrupção existe em todos os poderes?. O juiz também negou ter relação com o empresário Law Kin Chong, apontado pela Polícia Federal como um dos principais contrabandistas de São Paulo. Rocha Mattos chamou o Ministério Público de ?irresponsável? e disse que as procuradoras que atuam no caso, Janice Ascari e Ana Lúcia Amaral, eram ?totalmente estranhas?. A CPI investiga uma suposta relação entre Rocha Mattos, o delegado José Augusto Bellini, suspeito de intermediar a venda de serviços da Justiça, e Law Kin Chong. Rocha Mattos e o delegado da Polícia Federal Jorge Luiz Bezerra da Silva, outro acusado de envolvimento nos crimes apurados pela Operação Anaconda, tiveram pedidos de habeas corpus negados pelo Superior Tribunal de Justiça.