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Sete milh�es de jovens est�o sem trabalho e sem estudo no Brasil

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O estudo elaborado pela Unesco sobre o desenvolvimento dos jovens brasileiros mostra o peso da desigualdade regional em todos os indicadores, inclusive na renda. Apesar de o valor médio da renda familiar per capita dos jovens no país ser de 1,46 salário mínimo, no Sudeste, sobe para 1,81, enquanto no Nordeste cai a 0,82. O pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz destaca que esse dado está aliado ao nível educacional dos alunos. Segundo ele, a cada ano de estudo, o jovem agrega na renda 0,27 salário mínimo (ou R$ 65,00) e 2,2% mais de chance de obter emprego. ?A educação é o único bem de consumo não-destruível, além de ser o fator que mais afeta a condição de renda?, disse Waiselfisz. Um dado preocupante na educação: apenas 48,6% dos jovens de 15 a 24 anos freqüentam a escola, sendo que somente 29,2% estão no nível adequado, ou seja, pelo menos no ensino médio. Dos 80% dos jovens que desenvolvem alguma atividade, 30,3% só estudam e 31,2% só trabalham. Os primeiros têm a melhor renda: 1,79 salário mínimo. A pior renda média fica entre os 20,3% de jovens que não trabalham nem estudam. São 7 milhões nessa situação. Outro dado que chama a atenção é o de saúde devido ao alto número de mortes por causas violentas, incluindo homicídios e acidentes de trânsito. Enquanto a taxa no Brasil é de 48,15 mortes a cada 100 mil habitantes, na faixa etária dos 15 aos 24 anos a taxa sobe para 74,42 óbitos por 100 mil jovens. Nesse indicador, o Rio de Janeiro e o Maranhão lideram o ranking dos piores, com 128,57 mortes por 100 mil jovens e 127,97, respectivamente.

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