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Passagem de Naya n�o tinha data de volta ao Pa�s

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Porto Alegre, RS (Agência Folha) - A pedido da Justiça do Rio de Janeiro, a Polícia Federal gaúcha apreendeu a passagem de volta que o empresário e ex-deputado federal Sérgio Naya disse que iria usar para retornar ao Brasil de sua viagem a Montevidéu. A passagem não tinha data de retorno. Além da passagem, foram apreendidos em Porto Alegre, também a pedido do Judiciário fluminense, o passaporte, outros documentos pessoais e US$ 250 do empresário. A PF gaúcha não soube explicar o motivo de tais apreensões, assim como não justificou a permanência de Naya por quase 48 horas na capital gaúcha, de onde foi transferido para o Rio no final da tarde de ontem. Todo o procedimento obedeceu às orientações da polícia fluminense, que o investiga. Naya era proprietário da construtora responsável pelo edifício Palace 2, que desabou em 1998 matando oito pessoas no Rio de Janeiro. Só dois dos 176 proprietários de apartamentos destruídos receberam indenização. O empresário alegou, ao ser detido, que estava viajando ao Uruguai para tomar empréstimo de US$ 5 milhões e indenizar as vítimas. Voltaria, segundo ele, na semana que vem, mas sua passagem não tinha data de retorno. Naya foi preso à 1h de segunda-feira, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, carregando uma mala grande e outra média. O ex-deputado apresentou aos policiais sua carteira de identidade e uma decisão judicial de 2001, que lhe dava, segundo ele, permissão para deslocamentos nacionais e internacionais e estava defasado. O motivo da prisão foi a acusação de tentar falsificar documentos públicos, ao se utilizar de uma escritura de venda falsa para garantir a venda de uma fazenda em Minas a um empregado. A fazenda estava bloqueada para pagar indenizações das vítimas do Palace 2. Até ser transferido para o Rio em um vôo da Varig, escoltado por três policiais no final da tarde de ontem, Naya permaneceu em uma cela individual na Superintendência da Polícia Federal em Porto Alegre, onde dormiu duas noites. Os três policiais que o custodiaram perceberam que ele teve sono profundo, chegando a roncar. Acordou às 7h30, após dormir oito horas, e comeu banana, laranja, sanduíche de mortadela e café-com-leite.

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