Nacional
Desempregado amea�a se matar no Senado
São Paulo, SP (Agência Folha) - A sessão do Senado ficou interrompida ontem à tarde por cerca de dez minutos por causa de um desempregado que ameaçou se suicidar na galeria do plenário. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), determinou que a segurança não interferisse e solicitou que duas senadoras comparecessem à galeria para contornar a situação. Um dos seguranças, no entanto, agindo rapidamente, conseguiu retirar o desempregado da amurada da galeria, de onde ameaçava se jogar. Após ser retirado pela segurança da Casa, o homem, identificado como Edivaldo Lima Araújo, de 35 anos, foi amparado pelos senadores Romeu Tuma (PFL-SP), Aloizio Mercadante (PT-SP), Arthur Virgilio (PSDB-AM), Fátima Cleide (PT-RR) e Ana Júlia (PT-PA). Reabertos os trabalhos do plenário, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) manifestou sua discordância com a condução, pela Mesa, do episódio com o desempregado. Na sua avaliação, a segurança deveria ter agido, mesmo sob a ameaça do desempregado de pular da galeria. Temendo que o episódio volte a se repetir, ele pediu maior rigor no acesso às galerias da Casa. Sarney, que reassumiu a condução dos trabalhos logo em seguida, disse que o lado humano o fez fazer um apelo para que fosse evitado ?um incidente que poderia ficar, lamentavelmente, na memória de todos?. Depois de medicado, Edivaldo recebeu dinheiro para voltar para casa, no município goiano de Cidade Ocidental. Sarney pediu à Mesa Diretora que encontre uma forma de ajudar o desempregado, se possível com um emprego no quadro de terceirizados da Casa.