Nacional
Dirceu descarta mudan�as na pol�tica econ�mica
Um dia após ter se declarado o ?ministro do silêncio?, José Dirceu (Casa Civil) aproveitou um evento de prefeitos do PT para, em tom de desabafo, dizer que viveu ?os piores 32 dias de sua vida? desde o surgimento do caso Waldomiro Diniz, que o governo não é ?vaca de presépio?, acusou a oposição de ?namorar o perigo? e repetiu por duas vezes que não haverá mudanças na política econômica contra Antonio Palocci Filho (Fazenda). Em um discurso de mais de meia hora, na noite da última terça-feira, dia em que completou 58 anos, Dirceu disse que não deveria falar o que estava falando, mas afirmou que pretendia não deixar nada sem resposta e que queria colocar ?pingos nos is??. ?A principal questão que se coloca é a eleição de 2004. Quem vai vencer a eleição de outubro de 2004. Pois do resultado da eleição de 2004 decide-se a política em 2005 e a antecipação ou não da sucessão presidencial?, afirmou. Segundo ele, alguns ?namoram com o perigo? e sonham em desestabilizar o governo com o intuito de vencer as eleições. ?Alguns namoram com o perigo tentando desestabilizar o governo. Outros namoram com o sonho de nos derrotar nas eleição de 2004 e de antecipar o calendário eleitoral. Todos em busca de um objetivo: desarrumar a política econômica e desarrumar o núcleo dirigente do governo, o centro do governo?, afirmou. Dirceu criticou também os aliados que cobram mudanças na política econômica. Ele disse que no próprio governo há discussões nesse sentido, mas que há hora e local para se cobrar isso. ?Isso não significa não reconhecer os erros. Não significa que o partido não tenha comportamento crítico da avaliação da política de governo. Há momento e formas de fazer essas sugestões?, disse. ?Não vamos fazer um tratamento suicida. Não haverá mudança na política econômica contra o ministro Palocci (repetiu a frase duas vezes). Não é verdade que no núcleo do governo existe oposição às medidas que são adotadas. Existe solidariedade, coesão e apoio, mas nós não somos vacas de presépio e nem somos de um partido antidemocrático. Debatemos e discutimos, dissentimos e fazemos propostas.?