Nacional
Lando recua e diz que INSS maior � s� hip�tese
Brasília, DF (Agência Folha) - Após as duras críticas feitas por praticamente todos os setores da sociedade, o ministro da Previdência, Amir Lando, voltou atrás e disse ontem que a proposta apresentada na quinta-feira de elevar a carga previdenciária de trabalhadores e empresários para pagar a correção dos aposentados é só ?uma hipótese?. A proposta prevê o aumento de três pontos da alíquota da contribuição do INSS pelo prazo de cinco anos. No entanto, o ministro não retirou a proposta da mesa de discussão sobre fontes de custeio para o pagamento da dívida do INSS com 1,88 milhão de aposentados, estimada em R$ 12,3 bilhões. ?Não há razão para tempestade?, disse Lando ao comentar que a solução definitiva será construída por meio de consenso entre trabalhadores, aposentados e empresários. Em vez de retirar a proposta, o ministro disse que o governo tentará aprimorar a idéia e buscar alternativas para o pagamento. Lando não considerou as reações contrárias à proposta como ?críticas?, mas ?uma colaboração para o debate?. Reação A avaliação do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), é de que o aumento da alíquota do INSS aumentaria o desemprego e a informalidade. Ministro da Previdência até 23 de janeiro deste ano, quando passou a comandar o Ministério do Trabalho, o petista Ricardo Berzoini também defendeu que o governo encontre outras alternativas para o pagamento da correção dos aposentados que não o aumento da alíquota de contribuição previdenciária que ?pode implicar em aumento da carga tributária sobre a folha de pagamento??, admitiu. ?Não vamos concordar de jeito nenhum com esta proposta, que só vai elevar a informalidade da mão-de-obra??, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Já a Executiva Nacional da CUT se reúne na próxima terça-feira para discutir qual será sua posição oficial sobre a proposta. Mas o secretário-geral da CUT, João Felício, disse que dificilmente a central concordará com a proposta. ?Não considero adequado pagar esta dívida com o dinheiro do trabalhador??, disse.