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Nacional

60% dos brasileiros n�o t�m acesso ao esgoto

Rio de Janeiro - Mais da metade (60%) da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto, informa o Atlas de Saneamento apresentado ontem Dia Mundial da Água, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O esgoto sanitário por meio d

Por | Edição do dia 23/03/2004 - Matéria atualizada em 23/03/2004 às 00h00

Rio de Janeiro - Mais da metade (60%) da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto, informa o Atlas de Saneamento apresentado ontem Dia Mundial da Água, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O esgoto sanitário por meio de rede geral é a forma de saneamento menos difundida no país. Numa população de 169,8 milhões de pessoas, apenas 67,9 milhões têm acesso ao esgoto, de acordo com dados do Censo de 2000 e da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do mesmo ano. A distribuição de água é mais abrangente: 76,1% dos brasileiros estão ligados à rede. Entre as várias regiões do país existem grandes distorções tanto no caso da água como no do esgoto. “As desigualdades no saneamento retrataram e explicam, em parte, as desigualdades sociais que existem no país”, disse o diretor de Geociências do IBGE, Guido Gelli. A pior situação do esgoto ocorre no Norte: 97,2% da população não é atendida. No Sudeste, a cobertura é a mais ampla do país - só 36,4% da população não é atendida. Por unidades da Federação, a maior rede fica no Distrito Federal (apenas 12% dos habitantes não possuem acesso). A menor, no Tocantins, onde 98,7% dos habitantes não estão ligadas à rede. Em relação à água, a situação é parecida. O atendimento no Sudeste atinge 84,6% da população, enquanto no Norte é de 51,9%. O grande problema Para Ivete Oliveira Rodrigues, uma das técnicas do IBGE que coordenaram o Atlas, a baixa cobertura no Norte é menos preocupante. Na região, a densidade demográfica é menor e a capacidade dos rios de absorver o esgoto é maior. O grande problema, disse, está nas grandes cidades. Em muitas delas a rede geral ainda é pequena. “A questão do saneamento é eminentemente urbana”, afirmou. ‘ É a primeira vez que o IBGE divulga a população atendida pelas redes de água e esgoto.

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