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Empres�rio � julgado pela morte de promotor
Belo Horizonte, MG (Agência Folha) - O empresário Luciano Farah do Nascimento, 31, acusado de ser mandante e co-autor do assassinato do promotor Francisco José Lins do Rêgo Santos, negou ontem que tenha participado do crime, ocorrido em 25 de janeiro de 2002, em Belo Horizonte. Preso preventivamente desde 1º de fevereiro de 2002, Farah não se manifestou durante toda a fase de instrução do processo. Ontem, submetido à júri popular, negou todas as acusações. O término do julgamento estava previsto para a madrugada de hoje. Morto com 13 tiros ao parar seu carro em um sinal de trânsito, Santos investigava a existência de uma máfia de adulteração de combustíveis em Minas Gerais. Farah era um dos donos da rede de combustíveis West, alvo das apurações. Em setembro de 2001, ao participar da interdição de um dos postos da West, o promotor discutiu com Farah, que o teria ameaçado na ocasião. No ano passado, os outros dois denunciados (acusados formalmente) pelo assassinato, o ex-soldado da Polícia Militar Edson de Paula, 29, e o office-boy Geraldo Parreiras, 27, foram condenados, respectivamente, a 18 e 19 anos de prisão. Ambos trabalhavam para Farah - o ex-soldado foi apontado como responsável pelos disparos e Parreiras teria investigado a rotina do promotor. Em seu depoimento, Farah disse que nunca teve ?problemas de ordem pessoal? com o promotor. Sobre a discussão em setembro de 2001, disse que estava ?gesticulando e debatendo a situação do momento?, pois considerava que seus postos estavam sofrendo ?fiscalização ostensiva? por conta de ?questões políticas?. Afirmou ainda que seus dois ex-empregados condenados sofreram ?grandes pressões? para acusá-lo. Para o promotor Francisco de Assis Santiago, a condenação de Farah será ?tranqüila?. ?A negativa de autoria não se sustenta nas provas do processo?, disse. O julgamento levou centenas de pessoas ao salão do 1º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.