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Brasil quer ajuda internacional para localizar contas de Maluf

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Brasília, DF (Agência Folha) - Após conseguir as movimentações bancárias do ex-prefeito Paulo Maluf (PP) na Suíça, o governo brasileiro vai buscar a ajuda internacional dos EUA, da França e da ilha de Jersey para tentar completar a rota do dinheiro no exterior. Hoje, os promotores Sílvio Marques e Sérgio Turra Sobrane deverão se reunir com Antenor Madruga, responsável pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, para traçar a estratégia de cooperação. ] Segundo investigação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, Maluf manteve uma conta no Citibank de Genebra entre 1984 e 1997 (ele foi prefeito entre 1993 e 1996). Depois, os valores foram transferidos para Nova York (EUA), centro financeiro mundial, e encaminhados para a ilha de Jersey, paraíso fiscal no canal da Mancha. Desde o início das investigações, há cerca de dois anos e meio, Maluf nega possuir contas no exterior e diz que a acusação é perseguição política. A exceção admitida por ele é uma conta bancária na França em nome da mulher, Sylvia -a origem do depósito é regular, segundo apuração inicial da polícia naquele país. A obtenção de documentos de outros países irá ampliar e atualizar as investigações, o que é fundamental, segundo os promotores e o procurador Pedro Barbosa. Para abrir um processo por lavagem de dinheiro, por exemplo, é necessário existir transações financeiras após 3 de março de 1998 -data em que a lei entrou em vigor no Brasil. Os cerca de 20 quilos de documentos bancários enviados pela Suíça ao Brasil ainda não foram estudados. Os papéis estão na Secretaria Nacional de Justiça, que irá repassá-los à Justiça Federal. Somente depois, os papéis serão traduzidos e analisados. Mas o Tribunal Federal suíço já adiantou que Maluf e seus familiares estão relacionados a 12 contas naquele país, como titulares ou como ?detentores dos direitos?. Apesar de o pedido de ajuda do Brasil à ilha de Jersey ter mais de dois anos e meio, autoridades da ilha têm dificultado a remessa de papéis, diz o procurador Barbosa. Nos EUA e na França, o processo de cooperação internacional ainda está em fase inicial. No Brasil, Maluf é investigado por eventual crime de lavagem de dinheiro e suposta evasão de divisas.

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