Nacional
CUT apoiar� greve dos servidores por reajuste
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) vai apoiar uma greve dos servidores públicos federais caso não haja avanços nas negociações com o governo sobre a campanha salarial deste ano. ?Se os entendimentos não ocorrerem, a greve é o instrumento para forçar a continuidade das negociações e forçar que mais recursos sejam destinados para viabilizar o entendimento?, disse o presidente da CUT, Luiz Marinho, ao justificar o apoio da central à mobilização dos servidores pela elevação do volume de recursos na mesa de negociação. Os servidores querem que o governo eleve de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,5 bilhões o total de recursos disponíveis para as negociações salariais de servidores ativos e inativos. A próxima rodada de negociações ocorrerá na próxima terça-feira, dia 30. Segundo Marinho, se não houvesse mobilização dos servidores poderia parecer para o governo que o foi acertado na mesa estaria suficiente. Ele considerou que o indicativo de greve seria, então, ?uma reclamação mais forte?, mas destacou que há o empenho das lideranças sindicais, do governo e da CUT em se chegar a um entendimento. O ministro do Planejamento, Guido Mantega, que recebeu ontem o sindicalista ao lado do ministro Luiz Dulci (da Secretaria-Geral da Presidência), considerou normal a ameaça de greve caso as negociações cheguem a um impasse. ?Me parece que esse [a greve] é um procedimento normal dos trabalhadores. Estamos acostumados com isso, não vejo nada de excepcional. Mas independente disso o governo quer resolver isso rapidamente para não causar prejuízos à população, não interromper os serviços públicos, e está se esforçando para isso?, afirmou o ministro após o encontr Mantega, que admitiu a possibilidade de avaliar o aumento dos recursos para o reajuste do funcionalismo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu que o assunto não terá influência na definição do novo salário mínimo. ?Uma coisa é um reforço de recursos para o reajuste do aposentado do funcionalismo público federal agora, e outra coisa será a discussão do salário mínimo, que ainda não começou dentro do governo?, afirmou. Segundo ele, para definir o reajuste do salário mínimo, o governo ainda deverá aguardar o resultado da arrecadação dos meses de março e abril.