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Nacional

Ciclone leva destrui��o e morte � regi�o Sul

Levantamento do Ministério da Integração Nacional sobre a passagem do ciclone Catarina que atingiu os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina revela que três pessoas morreram - uma delas era uma criança - e 11 estão desaparecidas. Além de

Por | Edição do dia 30/03/2004 - Matéria atualizada em 30/03/2004 às 00h00

Levantamento do Ministério da Integração Nacional sobre a passagem do ciclone Catarina que atingiu os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina revela que três pessoas morreram - uma delas era uma criança - e 11 estão desaparecidas. Além de 76 pessoas feridas, 13.620 estão desalojadas e 2.110 desabrigadas. Pelos levantamentos preliminares, 32.303 residências foram danificadas - maioria por destelhamento- 290 residências ficaram destruídas e 1.016 estabelecimentos comercias e públicos destruídos ou danificados. Vários municípios catarinenses continuavam hoje enfrentando problemas de abastecimento de água, energia elétrica, transporte e telecomunicações. Em Sombrio (SC), um hospital foi totalmente destruído e os pacientes foram transferidos para outros municípios. Em Torres (RS), onde cerca de três mil casas foram danificadas, 200 pessoas continuam alojadas em uma escola pública. Os ventos do ciclone atingiram até 150 km/h. Um homem morreu na BR-101, perto de Maracajá (SC), quando seu veículo foi atingido por uma árvore. Outras duas pessoas que estavam no carro ficaram feridas. No Rio Grande do Sul, o agricultor Calino Teixeira Mattos, 61, foi encontrado morto a 50 metros de sua casa, em Barro Cortado, perto de Torres. Não havia sinais de lesão no corpo da vítima. Suspeita-se que ele tenha sofrido ataque cardíaco ou morte súbita durante a passagem do ciclone. Postes e árvores caíram. Houve alagamento em algumas regiões. Ontem, o governo decidiu liberar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os correntistas que tiveram suas casas destruídas pelo ciclone. A medida foi acertada numa reunião realizada na Casa Civil por secretários e técnicos de diversos ministérios. O limite de saque será de R$ 2.400. Nove pescadores estão desaparecidos Dois homens que estavam no barco pesqueiro Valio II, que naufragou devido ao ciclone Catarina no final de semana, foram resgatados com vida, elevando para três o número de sobreviventes, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina. Um corpo foi encontrado nesta segunda-feira pelas equipes de busca, o do pescador Márcio Correia da Silva, a terceira vítima do Catarina no Sul. O corpo de Silva foi resgatado a 30 quilômetros da costa, perto de Araranguá (SC), junto ao barco onde era tripulante, o Valio II, que naufragou sábado. Hamilton Antônio Rosa e os irmãos Luciano e Ricardo da Silva também estavam no barco, mas sobreviveram. O Valio II estava em Torres (RS) quando os pescadores resolveram voltar para Itajaí. Outros dois tripulantes do Valio II continuam desaparecidos, assim como os sete do Antônio Venâncio, barco do qual não há vestígios. Os sete pescadores de uma terceira embarcação pesqueira, o Santa Maria, chegaram domingo ao porto de Imbituba e passam bem. O 5.º Distrito Naval de Rio Grande (RS) mantém as buscas com um navio e um helicóptero, auxiliado por um avião da Força Aérea e vários barcos de pesca. No primeiro dia útil após o fenômeno, o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) anunciou que a Secretaria de Estado da Fazenda vai repassar R$ 1,3 milhão para o Fundo Estadual de Defesa Civil. O dinheiro será utilizado na compra de material de construção, em especial telhas para reconstruir parte das 32 mil residências atingidas em 21 cidades. Luiz Henrique também anunciou a campanha nacional SOS Ciclone. Por telefone, pediu donativos a prefeitos de municípios catarinenses e governadores de outros Estados. Pela conta corrente 802.500-5, agência 0680 (Besc/Conag), é possível fazer doações em dinheiro. Segundo o assessor de Infor-mação da Secretaria, José Mota Alexandre, as plantações de arroz, principal fonte de renda dos 160 mil habitantes da região, estão destruídas. Na maior cidade, Araranguá, 40 mil alunos estão sem aulas por causa dos estragos. Nos prédios da Praia do Meio a preocupação era retirar a areia que soterrou a Avenida Beira-Mar. Os bairros mais pobres, como o Centenário, a Vila São Francisco e o Arroio, foram mais castigados. As casas que perderam o teto foram cobertas com lonas.

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