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Lula afirma que o golpe de 64 � “epis�dio hist�rico encerrado”

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Brasília, DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera o golpe militar de 1964 um ?episódio histórico encerrado?. Por intermédio do porta-voz da Presidência, André Singer, Lula divulgou ontem mensagem relativa aos 40 anos do golpe militar. Segundo Lula, o povo brasileiro soube superar o autoritarismo e restabelecer a democracia no país. O presidente também ressaltou que cabe aos brasileiros ?lutar diariamente? para consolidar e aperfeiçoar a democracia reconquistada. ?Devemos olhar para 1964 como um episódio histórico encerrado. O povo brasileiro soube superar o autoritarismo e restabelecer a democracia no país. A nós corresponde lutar diariamente para consolidar e aperfeiçoar essa democracia reconquistada. Cabe agora aos historiadores fixar a justa memória dos acontecimentos e personagens daquele período?, diz, na íntegra, a nota divulgada pelo Planalto. Ex-militares Os 40 anos do golpe também foram lembrados por um grupo de ex-militares e integrantes da organização não-governamental Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), que realizaram ato público em frente ao Congresso Nacional. Os manifestantes fincaram no gramado 120 cruzes brancas com nome, profissão, data e local de soldados mortos. Durante o ato foi colocada uma coroa de flores sobre uma cruz que representava as cerca de 80 pessoas não identificadas que morreram na luta armada. O porta-voz da organização do ato, professor Eduardo Bohrer, afirmou que ?o movimento não é contra ninguém? e que a intenção é chamar a atenção para a injustiça cometida ?tanto com pessoas que cumpriam o seu dever quanto com os que morreram em conseqüência de ações terroristas?. Para eles, o que outros chamam de golpe militar, foi uma ?contra-revolução?, e os movimentos de resistência à ditadura pela luta armada foram ?organizações terroristas?, responsáveis pela morte de 120 pessoas, 43 delas civis. O grupo quer convencer o governo federal a oferecer indenizações aos parentes do terrorismo da mesma forma como arca com pensões para os familiares dos mortos nas dependências militares. Além da manifestação, houve uma missa à noite, na Igreja São Camilo de Lélis, na Asa Sul. O ato terminou com a execução do hino nacional, após discursos dos deputados federais Alberto Fraga (PTB-DF) e Jair Bolsonaro (PTB-RJ).

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