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Deputados do Rio v�o ouvir corrupt�logo
Rio de Janeiro, RJ (Agência Folha) - A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio decidiu convocar para depor o empresário gaúcho Sérgio Canozzi e Fernanda Mayrink Veiga, assessora do ex-secretário Nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares. Os dois foram citados no depoimento de Soares, na terça-feira, à CPI, que investiga a suposta participação do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Waldomiro Diniz, em fraudes na Loterj (Loteria Estadual do Rio de Janeiro). Ele ocupou a presidência da autarquia de fevereiro de 2001 a dezembro de 2002. No depoimento, Soares revelou o nome de Canozzi como o do ?corruptólogo? que o procurara, em abril de 2002, para propor a implantação de um esquema de desvio de dinheiro do Estado a fim de arrecadar fundos para as campanhas do PT. O encontro teria acontecido num hotel da zona sul do Rio, 15 dias após o início do governo de Benedita da Silva (PT). De acordo com Soares, Mayrink Veiga teria ido com ele ao hotel. Os deputados estaduais marcaram para a próxima segunda-feira, na Assembléia Legislativa de Goiânia, o depoimento do empresário do jogo Carlos Augusto Pereira Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A CPI decidiu acatar o pedido dos advogados Raimundo Hermes Barbosa e Henrique Caráuta, que alegaram temer pela segurança do cliente no Rio. Carlinhos Cachoeira tem afirmado nos últimos dois meses que passou a ser vítima de perseguição do governo federal, após a divulgação em 13 de fevereiro de vídeo de 2002 em que o ex-assessor do Planalto Waldomiro Diniz pede propina. Ele nega ter gravado a conversa com o subprocurador José Roberto Santoro e diz também diz não ter mandado entregar a fita ao ?Jornal Nacional?, da Rede Globo, que a divulgou na terça-feira.