Nacional
Enterro de chefe do tr�fico mobiliza moradores da favela
O enterro do traficante Luciano Barbosa da Silva, o Lulu, que chefiava o tráfico de drogas na Rocinha e foi morto na quarta-feira em confronto com a polícia, mobilizou os moradores da favela e preocupou a polícia do Rio, que teve de cercar o cemitério São João Batista, em Botafogo, para impedir a entrada da imprensa. Quando o caixão desceu, foi muito aplaudido pelos familiares e amigos. Jornalistas foram ameaçados e expulsos da Capela Real Grandeza do Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde estava sendo velado o corpo de Lulu. Vários homens ligados ao traficante morto ameaçaram os jornalistas, dizendo que iriam quebrar tudo. Pelo menos cinco ônibus foram fretados por membros da favela para transportar amigos e familiares ao cemitério, e o comércio local está com as portas fechadas desde a noite de ontem, em sinal de luto. A segurança na favela da Rocinha é feita hoje com 1,2 mil homens da Polícia Militar, que teme que, com a morte de Lulu, traficantes de outras favelas tentem invadir o local para disputar o controle do tráfico.