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FGV: um ter�o dos brasileiros vive na mis�ria

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Rio de Janeiro - Os miseráveis no país somam 33% da população e têm renda mensal abaixo de R$ 79. A erradicação da pobreza seria possível com a contribuição mensal de R$ 14 de cada brasileiro que está acima da linha de pobreza, o que daria um montante de R$ 2 bilhões por mês para investimentos em programas sociais. O cálculo consta do Mapa do Fim da Fome II, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Sesc Rio e pela Organização Não-governamental Ação da Cidadania. O estudo localiza a miséria em cada unidade da federação. Detalha as condições sócio-econômicas e mostra que a pobreza agora se espalhou pelas grandes cidades, enquanto na década passada estava concentrada nas periferias. - As grandes cidades foram atingidas pela crise social dos anos 90 e agora faltam políticas públicas integradas para resolver os dois principais problemas, que são a violência e o desemprego - avalia o economista Marcelo Nery, coordenador da pesquisa. O estudo mostra a relação direta do desemprego com a fome e a pobreza. Nas favelas do Rio de Janeiro o índice de desemprego atinge 19% da população. No estado, a taxa é de 9%. Ainda sobre as favelas cariocas, a pesquisa destaca que a Rocinha, a maior da América Latina e palco da guerra de traficantes de drogas nos últimos 10 dias, tem o nível de escolaridade mais baixo do Rio e a quarta menor renda da cidade. Situada entre os bairros mais ricos da cidade, a favela sofre com a ausência do Estado, seja por falta de transferência de renda pelos programas sociais, seja por meio dos serviços públicos, o que estimula a violência, mostra o ?Mapa do Fim da Fome 2?. ?O que mais impressiona é a falta da presença do Estado, seja transferindo renda através de políticas sociais, seja através da provisão de serviços públicos, seja dando segurança para essas áreas?, disse Marcelo Néri, responsável pelo estudo. Ele também ressalta a forte desigualdade entre o asfalto e o morro.

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