Nacional
CPI do Banestado vai ao STF para ouvir Pitta
Impossibilitada de ouvir o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (1997-2000) em uma sessão aberta, a CPI mista do Banestado decidiu suspender seu depoimento e pretende ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) para cassar duas liminares conseguidas por Pitta. As liminares garantiam ao ex-prefeito o direito de ser ouvido apenas pelos integrantes da CPI - a sessão foi fechada à imprensa e assessores dos congressistas e demais parlamentares- e na condição de investigado, não de testemunha, o que lhe permitia só responder perguntas em juízo sem correr o risco de ser preso. O ex-prefeito se recusou a assinar um requerimento em que se comprometia a dizer a verdade durante o depoimento. A recusa causou indignação por parte de deputados e senadores que compõem a CPI mista. ?Tenho certeza de que venceremos [no STF] e o senhor [Pitta] será reconvocado para dizer a verdade?, afirmou o presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). A comissão pretende também realizar uma reunião com o ministro do STF Cezar Peluso para saber porquê concedeu as liminares ao ex-prefeito. Peluso já concedeu, em decisão anterior, liminar ao contrabadista Law Kin Shong para impedir a divulgação de seu depoimento na CPI da Pirataria. Ele foi indicado no ano passado ao Supremo, por sugestão do ministro da Justiça, Marcío Thomaz Bastos. O ministro Cezar Peluso concedeu também liminar, em parte, ao ex-prefeito no Mandado de Segurança preventivo visando resguardar o sigilo dos documentos e informações obtidos pela Comissão mediante quebra de seu sigilo bancário. Pitta foi convocado pela CPMI para esclarecer pessoalmente sobre a conta que manteve com sua ex-mulher Nicéia Camargo em uma agência do Commercial Bank em Nova York (EUA).