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Nacional

D�lar dispara na semana e j� tem alta de 4,43% em maio

São Paulo - O movimento de investidores retirando investimentos de países emergentes  e comprando dólares continuou tendo um forte reflexo no  mercado de câmbio. No último  dia de negócios da semana, o dólar chegou a ameaçar a barreira psicológica dos R$

Por | Edição do dia 08/05/2004 - Matéria atualizada em 08/05/2004 às 00h00

São Paulo - O movimento de investidores retirando investimentos de países emergentes  e comprando dólares continuou tendo um forte reflexo no  mercado de câmbio. No último  dia de negócios da semana, o dólar chegou a ameaçar a barreira psicológica dos R$ 3,10, registrando a mais alta cotação desde 16 de abril do ano passado. No fechamento do dia, a divisa era cotada a R$ 3,062, com uma valorização de 4,43% na semana e no mês. As últimas altas diárias fortes da moeda americana foram seguidas por dias de realização de ganhos pelos exportadores, que aproveitavam as altas cotações para trocar dólares. Diferente do que aconteceu essa semana, com uma alta já de 1,48% quinta-feira e de mais 2,13% ontem. Segundo analistas, mesmo estes agentes podem estar à espera de cotações ainda maiores para vender seus dólares. Para o gerente de câmbio do Banco Rendimento, Hélio Ozaki, a insegurança não é apenas internacional, mas também doméstica. Ou seja, investidores locais estão trocando suas aplicações por dólar. Como ilustração disso, no Rio e em São Paulo, o paralelo – negociado em casas de câmbio – encerrou negociado a R$ 3,05. “Os indicadores dos EUA foram um convite à reação do mercado, que já vem com os nervos à flor da pele”, diz Ozaki. Ele se refere à divulgação positiva das vendas no atacado de março somada aos dados do emprego. Além disso, o petróleo passou de US$ 40, o mais alto nível em 14 anos novamente. O medo, maior do que o do impacto na economia mundial, é de que ajude a gerar inflação nos EUA, somado aos números positivos da economia americana. O temor aumenta as especulações em torno do aumento dos juros já em junho. “O Fed (BC americano) jogou a responsabilidade dos juros no comportamento da inflação. Aí, o que é bom para a economia americana acaba não sendo bom para o mercado financeiro brasileiro”, diz. Segundo ele, o Brasil é um dos maiores prejudicados na cena internacional, pois tem os papéis mais líquidos. “Estamos no meio da onda de realizações de lucros dos investidores”. Para João Medeiros, sócio da corretora Pioneer, apesar da alta, algumas empresas ainda procuram hedge (proteção) em dólar, pois acreditam que a moeda possa subir ainda mais.

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