Nacional
Alencar: pol�tica fiscal do governo � irrespons�vel
Brasília - O vice-presidente da República, José Alencar, afirmou ontem que a política fiscal do país é ?irresponsável? e que o Estado está sendo ?depauperado? pelas taxas de juros. ?Temos taxas de juros estratosféricas para atrair o capital financeiro especulativo. Isso nos leva a uma política fiscal irresponsável, na medida em que o custo da dívida pública extrapola muito o superávit, não obstante os níveis exagerados deste. O Estado brasileiro não está quebrado. Ele está, sim, sendo depauperado pela alta taxa de juros, que gera custos de juros anti-sociais, incompatíveis com as funções de um Estado democrático?, afirmou, durante seminário do seu partido, o PL, na Câmara dos Deputados em Brasília. Ele também classificou as taxas de juros como ?elevadas e intoleráveis? e afirmou que elas ?travam o crescimento econômico?. ?Tenho me batido em relação a alguns aspectos da política econômica que considero preocupantes, em especial as elevadas e intoleráveis taxas de juros. No meu entender, elas têm se constituído como uma trava terrível ao crescimento econômico e um obstáculo incontornável para a geração de novos empregos e a recuperação da renda do trabalho no Brasil?, disse. No pronunciamento aos colegas de sigla, Alencar criticou ainda o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), ao chamar sua política econômica de ?alienante?. ?O governo anterior nos meteu numa armadilha de política econômica alienante, transferindo ao exterior o comando sobre o nosso destino como economia e como nação. Disseram que o Estado estava quebrado e que o capital privado brasileiro era fraco. Em razão disso, atribuíram ao capital estrangeiro a tarefa de nos resgatar, e de promover o nosso desenvolvimento?. ?A crise social que atravessamos, talvez a maior da nossa história, não nos permite uma atitude contemporizadora, sob o risco de degenerar-se e se transformar em crise política?, disse. O vice-presidente disse ainda que devem ser propostas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ?alternativas de ação? e que, apesar do seu partido integrar a base do governo, faz parte do relacionamento ?fraterno e leal? mostrar ?aspectos que nos parecem contrários a um projeto de retomada do crescimento econômico com pleno emprego?.