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Nacional

Vota��o sobre sal�rio m�nimo ser� depois de viagem de Lula

Brasília - Com os diversos sinais de desarticulação do governo no Congresso nas últimas  semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ontem  deixar a votação da medida provisória que reajusta o salário  mínimo de R$ 240 para R$ 260  para depois

Por | Edição do dia 21/05/2004 - Matéria atualizada em 21/05/2004 às 00h00

Brasília - Com os diversos sinais de desarticulação do governo no Congresso nas últimas  semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ontem  deixar a votação da medida provisória que reajusta o salário  mínimo de R$ 240 para R$ 260  para depois de sua viagem à  China. Lula chega a Pequim neste sábado, vai para Xangai na terça-feira e só deve retornar ao Brasil na sexta-feira da próxima semana. A ausência do presidente poderia aumentar ainda mais as incertezas sobre a votação. O relator da comissão especial que analisa o reajuste do mínimo, deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), apresentou parecer em que propõe o reajuste para R$ 275. O governo, entretanto, diz não ter recursos para esse aumento. Além disso, a base governista tem dado seguidas mostras de desarticulação nas últimas semanas. No começo do mês, o Senado derrubou a MP (medida provisória) que previa o fechamento das casas de bingo em todo o país. Nesta semana, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, importante partido da base governista, divulgou documento em que chama o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de “sabotador”. Após reunião de líderes de partidos aliados com Lula ontem, o líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), disse que, com a decisão de Lula, o governo terá a próxima semana para organizar a base para a votação da MP do mínimo. Tentando mostrar confiança, ele se disse “animado” com a possibilidade de vitória. Já o líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (PTSP), disse que a posição do presidente não está relacionada à derrota do partido na votação da emenda da reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Ontem, a Câmara rejeitou a proposta, que tinha apoio do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP).

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