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Taxa de desemprego em S�o Paulo bate recorde
São Paulo - A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu pelo quarto mês consecutivo e bateu o recorde histórico da pesquisa realizada pela Fundação Seade/Dieese desde 1985. Em abril, a taxa ficou em 20,7% da PEA (população economicamente ativa). Até então, a taxa recorde era de 20,6%, que já havia sido registrada nos meses de março de 2004, além de abril, maio e setembro de 2003. Outro indicador negativo é o salário pago na região metropolitana de São Paulo, que continua em queda. O salário médio do trabalhador caiu 1,5% em março em relação a fevereiro, passando para R$ 943,00. Na mesma comparação, o rendimento médio real subiu para R$ 1.014,00. O aumento foi de 0,2%. Mais desempregados No mês passado, o número estimado de desempregados foi de 2,044 milhões. Esse resultado representa a incorporação de 44 mil pessoas no contingente de desempregados na comparação com março. Segundo a Fundação Seade/Dieese, o aumento pode ser explicado pela incorporação de 168 mil pessoas na PEA, ou seja, mais pessoas passaram a procurar emprego em abril. No mesmo mês foram gerados 124 mil postos de trabalho, número insuficiente para incorporar quem entrou no mercado. Novos postos Por outro lado, no mês passado foram gerados 124 mil postos de emprego na região metropolitana de São Paulo. Foi o maior número de vagas geradas para o mês de abril desde 1985, quando a pesquisa da Fundação Seade/Dieese começou a ser feita. Segundo o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a geração recorde de vagas foi puxada pela redução da jornada semanal de trabalho e da hora extra. ?Os empresários perceberam que seria mais barato contratar do que aumentar a jornada e recorrer à hora extra?, disse. A proporção de trabalhadores que cumprem uma jornada semanal a 44 horas ? os que fazem hora extra ? caiu de 46,3% em março para 40,1% em abril. Essa redução ocorreu em todos os setores de atividade: indústria (de 42,1% para 38,8%), comércio (de 67% para 59,4%) e serviços (42,4% para 35,2%). Outro dado positivo é que a jornada semanal média na região metropolitana de São Paulo caiu de 44 horas em março para 43 horas em abril. Para Lúcio, esses indicadores podem sinalizar uma retomada da criação de novos postos de trabalho. ?As empresas só contratam quando têm a percepção de que manterão os empregados por um período longo de tempo. Antes de contratar, elas recor-rem à hora extra e banco de horas. É que o custo da demissão é alto quando se contrata funcionários por períodos curtos?, afirmou Lúcio.