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Aliados voltam a pressionar Lula para mudar economia

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Brasília - Partido da base aliada do governo Lula, o PPS deve divulgar, na próxima terça-feira, um documento propondo mudanças na política econômica. Nesta semana, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, outro partido da base, também distribuiu manifesto semelhante, em que propôs o controle de capitais no Brasil e chamou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de ?sabotador?. Segundo o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), o documento do partido só será definido em reunião da Executiva Nacional, que acontece em Brasília na próxima terça. Ele afirmou, entretanto, que o partido deve defender o fim da continuidade das políticas implementadas durante o governo FHC, mas ?com responsabilidade e respeito aos integrantes do governo?. ?Não vamos pedir a cabeça de ninguém?. Freire disse, ainda, que a continuidade do apoio do partido ao governo Lula não está em discussão. ?Não estamos vinculando o apoio do partido às mudanças propostas. Não é um ultimato?, afirmou. O partido, entretanto, ainda não fechou nenhum acordo com o PT para a disputa das eleições municipais, mas estuda fazê-lo em Salvador e Belo Horizonte. Segundo as contas de Freire, o PPS deve ter candidato próprio em 21 das 26 capitais brasileiras. Aqueles com maiores chances de vitória seriam Teresa Jucá (Boa Vista), Márcio Bittar (Rio Branco), Régis Cavalcante (Maceió), Rubem Bueno (Curitiba), Sérgio Ricardo (Cuiabá) e José Fogaça (Porto Alegre). Além disso, caso o atual ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) decida ser candidato em Fortaleza, teria grandes chances de vitória. ?Mas não tenho falado com Ciro, não sei de suas intenções?, afirmou Freire, que não mantém boas relações com o ministro. Enquanto isso, o presidente Lula estaria pensando em trabalhar pela eleição do ministro José Dirceu (Casa Civil) para a presidência da Câmara, a partir do ano que vem. A decisão veio depois que a emenda da reeleição para Câmara e Senado foi derrubada e, assim, inviabilizou a idéia de mais um mandato para o petista João Paulo.

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