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Brasileiros lideram tropa da ONU para o Haiti
Brasília - A Organização das Nações Unidas (ONU) já está contando com a chegada dos reforços que virão com a Força de Estabilização da ONU para o Haiti ? que será liderada pelo Brasil ? não só para garantir a segurança no país, mas também para ajudar no alívio da catástrofe humana que está atingindo o país pobre das Américas. ?A Força Multilateral Interina (missão de paz formada por Estados Unidos, China, Canadá e França, com autorização da ONU) ajudou muito na logística destas operações e tenho certeza de que, se for necessário, a Força de Estabilização, que assume suas funções a partir do dia 1º de junho, também vai ajudar no que puder. Acho que esta também é parte da nossa missão?, disse o chefe de comunicação da ONU em Porto Príncipe, Rorome Chantal. O primeiro contingente de 42 soldados brasileiros que vai participar da missão chega hoje ao país, em quatro aviões Hercules C-130, que vêm também carregados de equipamentos e suprimentos. Até o dia 1º de junho ? quando a missão liderada pelo Brasil assume formalmente suas funções no Haiti ? serão 140 militares brasileiros no país. O grosso da tropa ? que deve ser de 1,2 mil da força total de 6,5 mil ? chega de navio até o dia 20 de junho. Já há em Porto Príncipe seis oficiais brasileiros preparando o terreno para a missão. Estabilidade O diplomata Fernando Aparício da Silva, que há um mês assumiu provisoriamente a secretaria da embaixada brasileira em Porto Príncipe, que também prepara a chegada dos militares, não soube dizer se os soldados iriam participar especificamente das operações de ajuda. Mas o secretário deixou claro que este tipo de trabalho faria parte, de qualquer modo, do que o governo brasileiro considera necessário para trazer a estabilidade ao país. ?As atribuições dos nossos militares vão depender apenas das decisões da ONU e do comando da missão, que será encabeçado por um general brasileiro. Mas o governo do Brasil vê a questão humanitária como essencial dentro do quadro de estabilização política e social do Haiti?, disse o diplomata.