Consequência
SOBE PARA CINCO O NÚMERO DE MORTOS APÓS ERUPÇÃO DE VULCÃO SUBMARINO EM TONGA
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A erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Haa’pai, em Tonga, causou um tsunami de grandes proporções no Oceano Pacífico no último sábado (15). O fenômeno deixou dois mortos no Peru, outras três em Tonga e foi sentido até no Alasca.
Com apenas 100 mil habitantes, Tonga é um país na Oceania e localiza-se no centro de uma região com forte atividade sísmica, o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, que possui 40 mil km de extensão e pelo menos 450 vulcões ativos.
Devido às dificuldades de comunicação com Tonga, ainda há poucas informações sobre mortes, feridos e a situação do país. Alertas de tsunamis foram emitidos em diversos países, como Estados Unidos, Chile, Peru e Japão.
Um vulcão submarino é um vulcão localizado totalmente ou majoritariamente abaixo do nível do mar. Esses vulcões se formam em lugares onde o magma do interior da Terra penetra através de aberturas ou fissuras na crosta terrestre para o fundo do oceano.
As erupções vulcânicas subaquáticas são características das zonas de ruptura onde se formam as placas da crosta terrestre, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, por sua sigla em inglês).
Nessas áreas de alta atividade sísmica, o magma sobe e se acumula entre as rachaduras nas rochas do vulcão, até que não haja mais espaço e ele exploda. Segundo a NOAA, três quartos da atividade vulcânica do planeta correspondem a erupções submarinas.
Alguns oceanógrafos estimam que há um milhão de vulcões apenas no fundo do Oceano Pacífico, de acordo com o Museu Marítimo Nacional do Reino Unido.
A erupção de 8 minutos foi tão poderosa que pôde ser ouvida a mais de 800 km de distância. A coluna de fumaça e cinzas atingiu 20 km de altura e 260 km de diâmetro.
O vulcão Tonga é do tipo basáltico, como os do Havaí ou das Ilhas Canárias. Ou seja, suas erupções não são tão violentas em comparação aos outros tipos de vulcões.
As erupções basálticas são caracterizadas por uma efusão de magma que flui.
"A diferença ocorre por conta do contato do magma com a água do mar", disse à BBC Mundo o geólogo Daniel Melnick, pesquisador do Instituto de Ciências da Terra da Universidade Austral do Chile.