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Rebeli�o no Rio de Janeiro terminou com 30 mortes

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Rio de Janeiro - O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins, determinou que a Delegacia de Homicídios apure as mortes ocorridas durante rebelião na Casa de Custódia de Benfica. A Secretaria da Administração Penitenciária afirma que 30 presos foram mortos. Alguns corpos foram mutilados, e outros, carbonizados. As vítimas seriam integrantes das facções ADA (Amigo dos Amigos) e TC (Terceiro Comando), rivais do CV (Comando Vermelho), que teria liderado o motim. A rebelião, iniciada no sábado, terminou na noite da última segunda-feira. No domingo, um agente penitenciário foi morto com um tiro. A rebelião começou por volta das 7h de sábado após uma tentativa de fuga em massa. O fim do motim foi acertado após a chegada ao presídio do pastor evangélico Marcos Pereira da Silva, da Assembléia de Deus dos Últimos Dias. A presença do pastor foi exigência dos presos e teria sido determinada pela Secretaria da Segurança, que ficou à frente das negociações depois que o secretário da Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, se afastou, no domingo, após a morte do agente penitenciário Marco Antônio Borgatte. O agente foi assassinado pelos rebelados com um tiro de escopeta nas costas. Assim que chegou à casa de custódia, o pastor Silva entrou na carceragem. Antes de sua chegada, a equipe de negociadores, formada por PMs, ainda não tinha conseguido entrar nas galerias onde estavam os reféns, entre agentes e policiais reformados, contratados para fazer a segurança no local. Para entregar os reféns e as armas, os amotinados exigiam a transferência de 179 detentos da ADA e do TC, melhoria no atendimento às visitas e garantias de integridade física. O governo do Estado não informou se essas exigências foram atendidas. Vinte e seis pessoas foram feitas reféns e liberadas aos poucos. Alguns dos reféns passaram o dia amarrados em botijões de gás e com armas apontadas para a cabeça. Segundo a polícia, 17 presos fugiram e três foram recapturados. Policiais disseram, informalmente, que a fuga contou com o apoio de traficantes da favela Parque Arará, que fica atrás do presídio.

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