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Justi�a decreta pris�o de 3 da m�fia da sa�de
Brasília - A Justiça Federal de Brasília decretou a prisão preventiva dos empresários Lourenço Rommel Peixoto, Jaisler Jabour de Alvarenga e Laerte Corrêa Júnior, acusados de envolvimento em fraudes de licitações de hemoderivados no Ministério da Saúde. Peixoto e Jabour já estavam em prisão temporária, cujo prazo de dez dias se esgotou a 0h de quarta-feira e permanecerão presos. Corrêa tinha sido libertado no último sábado, junto com outras dez pessoas acusadas de envolvimento nas fraudes, uma vez que a Justiça Federal havia negado a transformação da prisão temporária em preventiva. Dos 17 supostos integrantes do esquema que tiveram prisão decretada, apenas Peixoto e Jabour permanecem presos. Corrêa deve voltar para a carceragem ainda hoje. Outros três presos já tinham sido liberados logo após prestarem depoimento porque colaboraram com a polícia. Entre eles, estava o ex-coordenador-geral de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes da Silva, nomeado pelo ministro Humberto Costa em agosto de 2003. Na última sexta-feira (28), a Polícia Federal informou que já apreendeu um total de nove lanchas, 20 imóveis, R$ 1,5 milhão em dinheiro e diversos carros e jóias nas operações de busca da chamada Operação Vampiro. O Ministério Público Federal desde 1998 investiga denúncias sobre irregularidades em licitações do Ministério da Saúde, inclusive na compra de hemoderivados. Em março de 2003, a empresa Baxter Expor Corporation levantou a suspeita de violação dos envelopes contendo as propostas de preços de quatro licitações para a compra de hemoderivados. A suspeita foi apresentada ao Ministério Público Federal, ao ministro da Saúde, Humberto Costa, e ao Tribunal de Contas da União. Desde então, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal passaram, por meio de interceptações telefônicas, a investigar a denúncia. Após 14 meses apurando o caso, no último dia 19, por meio de uma operação denominada Vampiro, foi desencadeada a apreensão de documentos em vários locais e a prisão de suspeitos de envolvimento. Eles são acusados de tráfico de influência, favorecimento de licitações e corrupção passiva. Foram expedidos 17 mandados de prisão no Rio, São Paulo e Brasília ? sendo nove contra funcionários do Ministério da Saúde.