Nacional
Renan diz que governo ter� os votos do PMDB
O PMDB dará pelo menos 17 votos dos 22 que possui no Senado para aprovar a medida provisória que reajustou o salário mínimo de R$ 240 para R$ 260. A previsão é do líder do partido na Casa, Renan Calheiros (AL). De acordo com ele, a divisão ocorrida quarta-feira na bancada peemedebista na votação da MP pela Câmara não se repetirá no Senado. Dos 78 deputados do partido, 32 votaram a favor de um substitutivo do PFL propondo um valor de R$ 275. ?Vamos ter no Senado quatro ou cinco problemas [votos contrários ao governo]. Circunstancialmente eu entendo ser mais fácil aprovar o salário mínimo hoje no Senado do que na Câmara, porque havia uma óbvia divisão em todos os partidos, inclusive no PT. Vou trabalhar para melhorar o desempenho do PMDB aqui no Senado?, disse Calheiros. A previsão dele é que a MP será aprovada porque os senadores têm ?responsabilidade? com a estabilidade econômica e deixarão as questões políticas e eleitorais de lado. Na votação de quarta-feira, o governo conseguiu aprovar o mínimo de R$ 260 por meio de votação simbólica. Antes da apreciação do mérito da MP, a base conseguiu derrubar por 266 votos contra 167 e seis abstenções o substitutivo do PFL que previa um valor de R$ 275. Apesar da declaração ?otimista? de Calheiros, o Senado exigirá uma negociação mais intensa da parte do governo, já que foram identificadas dificuldades em outros partidos da base e no grupo do PFL ligado ao senador Antonio Carlos Magalhães (BA), que sempre votou com o Planalto, mesmo em situações em que o partido se posicionava contra. Desta vez, ACM já antecipou que seguirá orientação do PFL, votando contra os R$ 260. O líder do partido, José Agripino (RN), declarou ontem que a bancada votará contra o valor defendido pelo governo, mesma posição que será adotada pelo PSDB. Pesquisa Questionado sobre a ?pesquisa informal? feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS) que indica que 53 dos 81 senadores votariam contra os R$ 260, Renan Calheiros afirmou que não contesta os dados do petista. ?Não vou contestar a matemática do senador. É importante envolver o senador para que possamos ter uma política de recuperação do salário?.