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Lula nega fins eleitorais de projeto de governo

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Salvador - Durante discurso na inauguração do programa Farmácia Popular do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Salvador (BA), que não há critérios político-eleitorais na escolha de cidades beneficiadas pelos programas do governo federal. ?Nós inauguramos [as farmácias populares], hoje, em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Salvador. Por coincidência, duas cidades governadas pelo PT e duas pelo PFL. E o critério da escolha [das cidades] foi muito simples: prefeitos que se comprometeram a participar do processo da Farmácia Popular. Esse é o critério que, para nós, interessa. É o compromisso das pessoas quererem fazer o projeto junto ao governo federal?. Lula disse que, para o governo federal, o partido do prefeito ou do governador não é relevante quando se determina o destino dos benefícios do governo, mas sim o interesse deles em colaborar. ?Para nós, do governo federal, o que importa são as necessidades do povo e não o partido que governa este ou aquele Estado da Federação. Muito melhor é fazermos as coisas quando o governador demonstra interesse em fazê-las, quando o prefeito demonstra interesse em fazer e quando nós temos o apoio, como nós tivemos aqui?. O presidente afirmou, ainda, que, possivelmente, foi baiano na outra ?encarnação?. ?Eu disse uma vez, num comício na Praça Castro Alves, que, possivelmente, em outra encarnação eu fui baiano, porque em poucos lugares do mundo eu tenho sido tratado com o carinho com que o povo baiano tem me tratado todas as vezes que eu venho aqui?. Protestos Lula esteve na cidade para o lançamento do programa Farmácia Popular do Brasil, cujo objetivo é repassar à população, por meio de farmácias populares, medicamentos pelo preço de custo. Pelo programa, foram inauguradas ontem 17 unidades no país: cinco em Salvador, dez em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e uma em Goiânia. A previsão é que as quatro cidades lancem o programa simultaneamente. Até o fim do ano, o Ministério da Saúde espera inaugurar 100 unidades em todo o país. Apesar dos elogios aos baianos, o presidente enfrentou protestos de manifestantes da Força Sindical e do PSTU, durante sua chegada à Santa Casa Irmã Dulce, em Salvador. Segurando faixas com referências à Operação Vampiro, às notas frias da ONG Ágora e ao caso Waldomiro Diniz, eles protestavam contra as denúncias de corrupção no governo. Ainda em Salvador, ele recebeu os títulos de cidadão baiano e cidadão da cidade de Salvador, concedidos, respectivamente, pela Assembléia Legislativa da Bahia e pela Câmara Municipal de Salvador. O presidente retornou a Brasília às 18h30.

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