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Nacional

Motoristas fazem greve contra clandestinos

FÁBIA ASSUMPÇÃO Mais de 150 ônibus parados. Milhares de pessoas sem transporte. Congestionamentos em várias ruas. Assim ficou o Centro de Maceió, no fim da manhã de ontem, por causa de um protesto que durou pouco mais de meia hora, organizado pelo Sindic

Por | Edição do dia 08/06/2004 - Matéria atualizada em 08/06/2004 às 00h00

FÁBIA ASSUMPÇÃO Mais de 150 ônibus parados. Milhares de pessoas sem transporte. Congestionamentos em várias ruas. Assim ficou o Centro de Maceió, no fim da manhã de ontem, por causa de um protesto que durou pouco mais de meia hora, organizado pelo Sindicato dos Motoristas e Rodoviários de Alagoas (Sinttranstur), contra o transporte clandestino e os táxis-lotação. Os motoristas e cobradores querem dos órgãos públicos de trânsito uma solução definitiva para o coibir a circulação das lotações. Uma reunião envolvendo a categoria e representantes do governo municipal estava prevista para acontecer ontem às oito da noite sobre o assunto. “A Transpal chamou a gente para conversar”, disse o presidente do Sintranstur, Djalma Ramos. Os trabalhadores reclamam também do não cumprimento de direitos trabalhistas por parte das empresas de transportes urbanos e intermunicipais, que não estariam efetuando o pagamento de férias e horas extras. Também denunciaram atrasos no pagamento dos salários, a presença de trabalhadores sem carteira assinada, o não-recolhimento do INSS, FGTS e aplicação de multas aos motoristas e cobradores no casos de assaltos e danos causados aos veículos. No fim da manhã, representantes do Sinttranstur se reuniram com técnicos da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), e da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsal) para discutir uma saída para a questão dos transportes alternativos. A paralisação dos ônibus começou por volta das 11h30 e terminou ao meio-dia, depois da chegada de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Alagoas, que convenceram os sindicalistas a colocarem os ônibus para circular. Durante o protesto, longas filas de veículos se formaram nas ruas Augusta, do Comércio e na Ladeira dos Martírios até a Praça do Centenário. Os passageiros, pegos de surpresa pelo protesto, não se conformavam com a situação. Muitas pessoas decidiram não esperar pelo fim do protesto e foram para o trabalho ou para casa a pé. A estudante Marileide Santos ficou preocupada porque tinha que fazer uma prova às 13 horas no Cesmac. “É o jeito subir a ladeira a pé para não chegar atrasada”. Na Rua do Comércio, a confusão foi geral. Ninguém sabia o que fazer. Com os ônibus parados, o trânsito ficou engarrafado e ninguém conseguia pegar sequer um táxi. Nacional O diretor de Finanças do Sinttranstur, Cícero Vital da Silva, explicou que o movimento contra o transporte clandestino é nacional. De acordo com o Sinttranstur, mais de 1.200 trabalhadores das empresas de ônibus perderam seus empregos por causa do transporte clandestino. “No Brasil, mais de 250 mil empregos foram perdidos na área de transportes urbanos”. Motoristas e cobradores os ônibus urbanos querem fim do transporte clandestino e dos táxis-lotação. “Não estamos fazendo movimento em defesa das empresas, mas sim pela garantia de empregos dos trabalhadores”, afirmou Cícero Vital.

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