Nacional
Ministro quer investimento na ind�stria nuclear
Brasília - O ministro da Defesa, José Viegas Filho, defendeu que o Brasil se converta ao longo de alguns anos em exportador de urânio enriquecido com fins pacíficos. ?Somente dentro de alguns anos poderemos pensar em exportar urânio enriquecido, mas creio que devemos investir na indústria nuclear?, disse o ministro em entrevista à TV Nacional, da Radiobras. Ele disse que a energia nuclear é uma ?energia limpa? e ?é preciso desenvolver as capacidades tecnológicas que podem nos assegurar um lugar ao sol neste mercado, com fins pacíficos?. Viegas afirmou, entretanto, que a exportação de urânio enriquecido não faz parte das prioridades do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o governo ?não está pensando no assunto? porque no momento ?a capacidade de processamento não é suficiente para permitir a exportação?. Disse, também, estar convencido que se encontrará uma solução definitiva para a questão dos resíduos. China Durante a viagem do presidente Lula à China, no mês passado, as autoridades chinesas expressaram interesse em comprar urânio enriquecido do Brasil. A partida para essa negociação foi dada numa conversa entre o ministro da Ciência e Tecnologia brasileiro, Eduardo Campos, e autoridades chinesas responsáveis pelas áreas espacial e nuclear. Ficou acertada uma nova reunião em agosto, no Brasil, com o objetivo de aprofundar as discussões. Na ocasião, Campos confirmou, por meio de nota oficial, a possibilidade de cooperação com o governo chinês. Porém, para que ela possa ocorrer, será preciso a revisão da política brasileira para esses assuntos e uma série de estudos do governo brasileiro para as questões. Na ocasião, o Ministério da Ciência e da Tecnologia dizia que ?o Brasil não participa do comércio internacional de minério de urânio e a revisão dessa política dependeria dos resultados de estudo abrangente, de nível interministerial?. Em relação à transferência de tecnologia de urânio enriquecido à China, a nota dizia que ?dada à fase incipiente do programa, o País não dispõe de capacidade para atender as suas próprias necessidades internas, não estando, portanto, em condições de exportá-lo?.