Nacional
Alagoas � l�der nacional em atraso escolar
Brasília - O número de alunos com distorção idade/série, que indica o atraso escolar, confirma a desigualdade entre as regiões no país. No Nordeste, 49,4% dos estudantes do ensino fundamental estão nessa condição, contra 20,7% no Sudeste e 19,2% no Sul, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação. A média nacional é de 33,9%, ou seja, praticamente um a cada três estudantes brasileiros têm idade para estar em uma série superior à que cursa. O Estado com a maior percentagem é Alagoas, com 54,6%; o menor é São Paulo, com 12%. A rede paulista usa o sistema de ciclos (em que não há reprovação) em 66,9% das escolas, parcial ou integralmente ? número de 2003. A distorção idade/série diminuiu 5,2 pontos percentuais em dois anos, passando de 39,1%, em 2001, para 33,9%, em 2003. A diferença entre as regiões também aparece no ensino médio. A percentagem da distorção idade/série no Norte é de 68,9%, enquanto o Sul tem 33,9% e o Sudeste, 38,8%. A média nacional é de 49,3%. A relação também caiu entre 2001 e 2003: de 53,3% para 49,3%. Alagoas O Estado de Alagoas, que lidera o índice de analfabetismo do país, com praticamente metade de sua população sem saber ler nem escrever, volta a ser destaque nacional com a divulgação da nova pesquisa nacional sobre educação. Nas últimas semanas, o Estado se envolveu em várias discussões sobre a qualidade do ensino público. Alunos de várias escolas têm aula em salas inadequadas, quando elas existem. Faltam carteiras e móveis em vários estabelecimentos de ensino. No interior do Estado, boa parte dos estudantes sofre também pela falta de transporte escolar. A GAZETA mostrou há três semanas a realidade que marca a educação em Alagoas: alunos sentados no chão, sem professores e sem transporte ? muitos chegam para estudar em carroças, carros-de-boi e até em cima de trator. Esse é o cenário que favorece a queda nos índices de aproveitamento escolar no Estado, como a defasagem na relação idade/série. Enem A proposta do governo federal de tornar obrigatório o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá pouco impacto no número de alunos avaliados. Neste ano, 2,3 milhões deverão fazer o exame; se todos os concluintes tivessem de realizar a prova, subiria para 2,4 milhões (4,3% de diferença). Os números foram informados pelo coordenador do exame, Dorivan Ferreira. Atualmente, são gastos cerca de R$ 43 milhões com a prova. O ministro da Educação, Tarso Genro, apresentou, na última segunda-feira, as diretrizes para a reforma universitária, que será enviada ao Congresso até o fim do ano. De acordo com a proposta, o Enem seria obrigatório a todos os concluintes do ensino médio e as instituições de ensino superior teriam de incluir o exame no processo seletivo ? o que atualmente é optativo.