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Protesto fecha ruas de Bras�lia e impede cerim�nia do Planalto

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Brasília - Um protesto contra as reformas sindical, trabalhista e universitária parou o trânsito na Esplanada dos Ministérios ontem. Segundo os cálculos da Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas participam do movimento. Elas saíram em passeata da Catedral de Brasília e fizeram paradas em vários ministérios. Por volta das 13h, os manifestantes estavam em frente ao Congresso Nacional. Ao contrário de outros protestos, como no ano passado, durante a votação das reformas da Previdência e tributária, desta vez o esquema de segurança esteve menos rigoroso. Nem mesmo foi feito um cordão de isolamento para evitar que os ativistas cheguem à rampa de acesso ao Congresso. O grupo contornou o Legislativo, passou ao lado do Palácio do Planalto, onde fez uma parada e seguiu para o outro lado da Esplanada, onde fica o Ministério da Fazenda. Documento No Congresso e no Planalto, uma comissão entregará documento com alegações contra as reformas e a política econômica do governo. A manifestação é organizada pela Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas). Os ativistas ? boa parte deles estudantes ? foram para a capital federal em dezenas de ônibus fretados. Na Catedral, antes de saírem em passeata, os manifestantes divertiram-se com apresentações circenses e bonecos do Carnaval de Olinda (PE). Em uma alusão à festa junina oferecida no último sábado (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a delegação de Natal (RN) transformou a concentração em um autêntico ?arraiá?, com músicas juninas e uma quadrilha contra as reformas. Devido ao protesto, logo no início da manhã, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a PM já haviam interrompido o tráfego de veículos na Esplanada. Quem precisou chegar ao Congresso, ministérios, Supremo Tribunal Federal (STF) ou Planalto, teve que usar caminhos alternativos. PT contra governo Enquanto enfrentava protesto de militantes radicais de esquerda, o governo recebia uma notícia ruim de suas próprias fileiras. O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), informou ontem que vai entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a União para suspender o pagamento de 22% da receita do Estado com despesas da dívida pública. Em reunião em Brasília, o governador disse aos ministros Nelson Jobim, do Supremo Tribunal Federal (STF) e Edson Vidigal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que irá entrar com a ação para repassar mensalmente 13% da receita do Estado para abater a dívida com a União. De acordo com a assessoria de comunicação da Advocacia Geral da União (AGU), o órgão só vai se pronunciar a partir do momento que o governo do Piauí ingressar com a ação. Para o governador petista, ?o Piauí perdeu a capacidade de gerar investimentos com o comprometimento de 22% de sua receita com pagamento de despesas da dívida pública?. Ontem, o governo do Estado anunciou a criação de um grupo de trabalho nas secretarias estaduais para um levantamento de cargos comissionados que possam ser extintos para um enxugamento da máquina administrativa. Com a medida, o governo espera economizar cerca de R$ 1 milhão mensais. O Piauí conta com cerca de 80 mil servidores, de acordo com dados da Secretaria Estadual da Administração.

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