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Senado, dividido, pode derrubar novo m�nimo

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Brasília ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no início da noite de ontem com o ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, e com os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP, líder do governo) e Renan Calheiros (PMDB-AL, líder do partido). Logo depois, Lula se encontrou com todos os líderes da base aliada. Foi a conversa final antes de encarar, provavelmente hoje, a votação da Medida Provisória (MP) que fixou o salário mínimo em R$ 260. A oposição quer aprovar R$ 275; para isso tem o apoio até de gente do governo e do próprio PT. O tema dos encontros foi exatamente a dificuldade em colocar em votação e aprovar a MP. Segundo a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), essa reunião sobre o mínimo era ?máxima?, ou seja, essencial para o governo elaborar um quadro de votação. Para aprovar uma MP, é necessária maioria simples desde que 41 dos 81 senadores estejam em plenário. O governo trabalha até o momento com 37 votos favoráveis e a oposição com pelo menos 40 contrários à MP. A expectativa é de que o mínimo seja votado nesta quinta-feira, mas o governo não descarta a possibilidade de adiá-lo para a próxima semana caso não tenha garantias de vitória. Rebelde O senador Paulo Paim (PT-RS) anunciou ontem que vai deixar o PT após a votação da MP do salário mínimo de R$ 240 para R$ 260, caso a Comissão de Ética do partido decida abrir processo para puni-lo por votar contra a proposta. O PT fechou questão favorável ao mínimo de R$ 260. Por isso, os senadores petistas que votarem contra a MP ? Paim promete ser um deles ? estarão sujeitos a punições.

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