Nacional
Isl�micos degolam mais um ref�m no Iraque
Um grupo militante iraquiano cumpriu sua ameaça e degolou o refém sul-coreano Kim Sun-il, 33, informou, ontem, a rede de TV árabe Al Jazira, do Qatar. O Ministério de Relações Exteriores da Coréia do Sul confirmou a morte de Kim e disse que seu corpo já foi encontrado. Em um vídeo divulgado pela Al Jazira, Kim é mostrado ajoelhado em frente de três militantes mascarados. Ele usava um macacão laranja (a mesma cor do uniforme dos prisioneiros mantidos pelos Estados Unidos em Guantánamo, em Cuba) e estava vendado. Um dos homens mascarados leu um comunicado endereçado ao povo sul-coreano: ?Isso é o que suas mãos cometeram. Seu Exército não veio aqui para o bem dos iraquianos, mas para a maldita América?. Decapitação As imagens divulgadas não mostram Kim morto, mas o apresentador disse que ele tinha sido degolado. Kim era funcionário de uma companhia sul-coreana que trabalhava para o Exército dos EUA no Iraque. Militantes seqüestraram Kim no dia 17 de junho e disseram que o degolariam até a noite de segunda-feira se a Coréia do Sul não retirasse suas tropas do Iraque - exigência descartada por Seul. Em um vídeo enviado a redes de TV árabes no domingo à noite, Kim foi mostrado implorando por sua vida. Na mesma fita, seus seqüestradores afirmaram que ele seria morto em 24 horas. Estrangeiros Recentemente, outros estrangeiros foram seqüestrados e degolados por militantes islâmicos. Na sexta-feira (18), integrantes de um grupo ligado à rede terrorista Al Qaeda decapitaram na Arábia Saudita o americano Paul Marshall Johnson Jr. Os extremistas o haviam seqüestrado no sábado (12) e exigiam a libertação de presos para poupar sua vida. Fotos do corpo decapitado de Johnson, 49, também com uma roupa laranja foram exibidas em sites. A degola já foi usada por terroristas ligados à Al Qaeda contra pelo menos dois outros americanos: o jornalista Daniel Pearl, morto no Paquistão em 2002, e Nicholas Berg, assassinado no Iraque em maio. O corpo de Johnson foi encontrado pelas forças de segurança sauditas em uma área rural a 40 km da capital, Riad.