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Lula � vaiado e chamado de “traidor” em vel�rio por simpatizantes do PDT

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São Paulo ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu atrasar sua partida para Nova Iorque, onde hoje fará palestra a investidores, para comparecer ao velório do ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. Lula saiu, por volta das 11h30, de um hotel em São Paulo onde se realiza a 1ª Rodada de Negócios Brasil-Colômbia. O presidente discursou na abertura do evento, ao lado do presidente colombiano, Álvaro Uribe. Antes de iniciar seu discurso, o presidente brasileiro pediu aos presentes ao evento que fizessem um minuto de silêncio para ?homenagear esta grande figura política brasileira?. Na noite de segunda-feira, ao receber a notícia da morte do ex-governador, Lula disse que o país perdeu uma figura de muita importância política e decretou luto oficial de três dias. ?Todo mundo sabe que, mesmo nos momentos de divergência, eu sempre nutri respeito e admiração pela história política do Brizola. Foi um personagem da nossa história durante mais de meio século. Uma figura de muita importância política para o Brasil. Acho que perdemos mais uma referência importante da nossa política?, afirmou o presidente. Vaia Cerca de duzentos militantes do PDT vaiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro José Dirceu (Casa Civil) durante o velório do ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, 82. O clima de hostilidade fez o presidente ficar cerca de cinco minutos no saguão principal do Palácio da Guanabara, sede do governo do Rio, local onde foi realizada a cerimônia. Sob os gritos de ?PT traidor?, Lula, que estava acompanhado de outros ministros, passou rapidamente pelo caixão de Brizola e deixou o local pela saída dos fundos do Palácio. Os pedetistas, partido cujo ex-governador era presidente nacional, tentaram invadir o espaço reservado aos familiares e personalidades para agredir o presidente. Houve um princípio de tumulto entre os manifestantes e segurança presidencial. O secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho, e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, também foram vaiados.

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