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Congresso gastar� R$ 50 milh�es com extra

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Brasília - Derrubada a proposta de transferir o recesso parlamentar para agosto, deputados e senadores caminham para um cenário praticamente inevitável: a convocação extraordinária em julho. O líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), confirmou ontem que a possibilidade não está descartada. Aliviado após a aprovação do salário mínimo de R$ 260, Luizinho lembrou que há outros projetos importantes na pauta. Para preencher as fileiras do Congresso no mês que vem, contudo, será preciso esvaziar os cofres públicos em cerca de R$ 50 milhões. Cada parlamentar receberia três salários, somando R$ 38.160 - valor equivalente a 147 mínimos. Depois de reafirmar que a intenção do Congresso é ?votar tudo?, incluindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), até 8 de julho, Luizinho foi explícito: ?Se não votarmos tudo até o dia 8, o presidente Lula terá de se utilizar do instrumento da convocação extraordinária?. As pautas de votações, tanto na Câmara quanto no Senado, são extensas para um prazo bastante exíguo. Sobretudo porque, já na próxima semana, serão realizadas as convenções municipais, afetando os trabalhos no Congresso. No Senado, estão para ser analisadas a Lei de Falências, as Parcerias-Público-Privadas (PPPs), o projeto de Biossegurança e a Reforma do Judiciário. Na Câmara, além de quatro MPs que trancam a pauta, os deputados precisam votar a emenda paralela da Previdência, o projeto de inovação tecnológica, o marco regulatório das agências, a criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o projeto de incentivos à construção civil. ?Esta é uma pauta que pertence ao país?, justificou Luizinho. Cauteloso, o Planalto prefere não confirmar a convocação. O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, esteve na quinta-feira em São Borja, no Rio Grande do Sul, para o enterro de Leonel Brizola. Na quarta-feira, Rebelo disse desconhecer qualquer proposta de convocação extraordinária. No mesmo dia, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), manteve o discurso. ?Não vou convocar ninguém extraordinariamente. Não sei se o governo o fará?, esquivou-se. No Senado, o líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu um esforço concentrado dos parlamentares para votar os projetos que estão na pauta. Além das matérias de interesse do Planalto, os senadores também precisam apreciar a emenda constitucional que reduz o número de vereadores em todo o país. Mercadante propôs, contudo, a prorrogação dos trabalhos até o dia 15 - uma semana a mais do que o cronograma previsto pela Câmara. Com isso, na opinião do líder, ficaria descartada a convocação extraordinária.

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