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Confian�a em Lula cai seis pontos e atinge 54%
São Paulo - Levantamento encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope aponta queda no índice de confiança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a pesquisa, o percentual de entrevistados que dizem confiar em Lula caiu de 60%, em março, para 54% neste mês. Sobre o mesmo questionamento, subiu o percentual dos que disseram não confiar em Lula, de 36% em março, para 43% agora. Outros 4% não opinaram ou não souberam responder. O levantamento também aponta queda na aprovação ao governo. O número de pessoas que consideram o desempenho do governo ótimo ou bom caiu de 34%, na sondagem anterior, para 29% em junho. Outros 42% avaliaram a administração como regular - 41% em março - e 26% como ruim ou péssima - 23% antes. A aprovação à gestão Lula oscilou negativamente de 54% para 51%. Do total de entrevistados, 42% disseram desaprovar o governo - 39% em março. Outros 7% não souberam ou não opinaram. A sondagem também mostra oscilação negativa dos que afirmam que o governo está melhor do que esperavam, de 27% em março para 24% em junho. Outros 35% disseram que as perspectivas são iguais - 39% antes - e 3% não opinaram. O instituto ouviu 2.000 pessoas com mais de 16 anos, em 140 municípios do país, entre os dias 17 e 21 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. Comparação Ainda de acordo com a pesquisa, 42% disseram considerar o governo Lula melhor que o de FHC - o índice era de 44% em março. Afirmaram que a gestão petista é pior à de FHC 26% - eram 21%. E para 29% os governos são iguais - eram 31%. O levantamento CNI/Ibope também simulou, pela primeira vez desde a posse de Lula, uma eleição no país. Os resultados mostram que Lula seria reeleito hoje, com 30% dos votos, seguido pelo candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, com 25%; o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PPS), com 10%; o secretário da Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho (PMDB) com 10%; a senadora Heloísa Helena, com 3%; e o prefeito do Rio, César Maia (PFL), com 2%. Em outro cenário, com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula teria 33%; FHC 16%; Ciro 14%; Garotinho 14% e Heloísa Helena com 4%. Combate à pobreza Segundo o levantamento, para 34% dos entrevistados, a melhor ação de Lula é o combate à pobreza. Educação e saúde foram citadas por 12%, cada. Do outro lado, para 41% dos entrevistados, o pior de Lula são as ações para reduzir o desemprego. Outros 29% reclamaram das áreas de segurança e combate à violência, e 21% queixaram-se da saúde. O reajuste de salário mínimo, que passou de R$ 240 para R$ 260 em 1º de maio, foi a notícia mais lembrada pelos entrevistados. Para 55% deles, a inflação deverá aumentar - o percentual era de 48% na última pesquisa. Para 55%, o desemprego tende a crescer ? era de 54%. Avanço A segunda rodada da pesquisa CNI/Ibope indica que o governo conseguiu conter a queda de sua popularidade na região Sudeste e na periferia das cidades, áreas de grande concentração populacional. No entanto, ocorreram baixas nas regiões Nordeste e Sul e nas cidades médias. No Sudeste, há três meses 30% dos entrevistados consideravam o governo ótimo ou bom e 26% ruim ou péssimo. Atualmente, 29% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 25% o consideram ruim ou péssimo. No Sul, atualmente 26% da população considera, segundo a pesquisa, o governo ótimo ou bom, mesmo percentual que o considera ruim ou péssimo. Há três meses esses percentuais eram de 33% e 19%, respectivamente. Na região Nordeste, a soma das avaliações positivas é de 32%, contra 42% registrados em março. Hoje, 29% avaliam o governo como ruim ou péssimo, percentual que era de 18% há três meses.