Nacional
Petistas do m�nimo recorrem contra a puni��o do partido
Brasília - Os nove deputados e dois dos três senadores do PT punidos por votarem contra o salário mínimo de R$ 260 recorreram ontem contra a decisão da Executiva Nacional do partido. Eles acusam a direção da sigla de julga-los à revelia e de ?inovarem? ao criarem uma punição sem data para terminar. A Executiva petista, reunida na última segunda-feira, em São Paulo, decidiu, por 9 votos a 3, suspender os congressistas, por tempo indeterminado, das funções de representação de bancada e do partido, dentro e fora do Congresso, mas não suspendeu nenhum deles das funções parlamentares. Os punidos na Câmara foram Orlando Fantazini (SP), Paulo Rubem (PE), Maria José Maninha (DF), Mauro Passos (SC), Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP), Doutora Clair (PR), João Alfredo (CE) e Walter Pinheiro (BA). No Senado, Paulo Paim (RS), Flávio Arns (PR) e Serys Slhessarenko (MT). Entre os deputados, todos assinaram o recurso. No Senado, Flávio Arns não assinou. Ele informou aos colegas que encaminhou uma carta à Executiva questionando a punição e prefere aguardar o que a direção do PT fará a respeito do recurso. O grupo reuniu-se ontem e decidiu recorrer elaborando um documento no qual eles enumeram os argumentos contra a punição. Os principais são: o fato de que nenhum deles foi notificado sobre a realização da reunião da Executiva e que não tiveram direito à defesa. ?Não aceitamos esse tipo de sanção nebulosa e sem prazo. A punição que foi colocada não tem um prazo. Isso aí é uma novidade jurídica que vamos contestar. É um absurdo?, afirmou Valente. ?Ao contrário dos que afirmam que é uma punição branda, nós consideramos que a suspensão sem data para acabar é a punição mais severa que o partido poderia nos dar. Não nos expulsa, mas em contrapartida cerceia o nosso direito de ser deputados por tempo indeterminado?, declarou Maninha. Paim diz também que eles ficarão impedidos de participar das campanhas eleitorais dos candidatos do PT a prefeito e a vereador.