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RONNIE LESSA E DELEGADOS SÃO ALVOS DE OPERAÇÃO
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O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou ontem (10) a Operação Calígula, que tem como objetivo desarticular um esquema para proteger uma organização criminosa especializada em jogos de azar. Entre os alvos estão agentes da Polícia Civil -só na casa de uma delegada foram apreendidos cerca de R$ 1,2 milhão.
Segundo a denúncia, um dos integrantes do grupo é Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco em 2018, preso em março de 2019 e que se tornou réu sob acusação de homicídio da parlamentar.
Segundo a Promotoria, o grupo é liderado por Gustavo de Andrade e seu pai, Rogério de Andrade -sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores bicheiros cariocas, que morreu em 1997.
Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava no Rio de Janeiro e em outros estados do país.
Segundo a denúncia, a parceria entre Rogério de Andrade e Ronnie Lessa existe pelo menos desde 2009, quando Lessa atuava como um dos seguranças do contraventor.
Segundo a denúncia, os criminosos tinham acertos com agentes da Polícia Civil mediante pagamento de propina.
Na casa da delegada Adriana Belém, foram apreendidos cerca de R$ 1,2 milhão. Ela foi titular 16ª DP, localizada na Barra da Tijuca, bairro onde Ronnie Lessa morava. A Folha ainda não localizou a defesa dela.
Segundo a denúncia, o delegado Marcos Cipriano teria intermediado um encontro entre Lessa, a delegada Belém e um inspetor de polícia que seria braço direito dela. Na reunião, teria sido combinada a liberação de 80 máquinas caça-níqueis apreendidas em casas de apostas, mediante pagamento de propina.