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Especialista prop�e mudar modelo educacional

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Os países da América Latina formarão cidadãos que contribuirão ativamente com o desenvolvimento econômico se os governos mudarem seu modelo educacional, baseado na memorização de dados, para um em que os alunos utilizem o conhecimento para resolver problemas cotidianos. A brasileira Ana Luiza Machado, diretora regional de educação da Unesco para a América Latina e Caribe, disse na última sexta-feira, que com cidadãos ?mais criativos, mais pró-ativos e mais empreendedores, os países vão poder inserir-se no desenvolvimento de uma maneira pró-ativa, não como o último vagão do trem?. Segundo Ana Luiza, que participa da trigésima rodada de sessões da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), os países da região têm modelos ?de educação de decorar, mas não de aprender conteúdo?. Ela acrescentou que ?quando nossos países participam de medições em avaliações internacionais, quase sempre estão nas piores colocações?. Ana Luiza Machado mencionou que uma avaliação com estudantes de 15 anos realizada pela Unesco junto a outras organizações revelou que os alunos ?memorizam as provas para passar de ano, mas não sabem utilizar os conteúdos para resolver problemas?. A diretora propôs que as nações latino-americanas encontrem modelos nos quais ?o professor estimule os alunos a aprender, ao invés de mandá-los memorizar algo?. Ela assegurou que ?não é preciso necessariamente? aumentar o número de educadores, mas fazer com que ?o professor entusiasme os estudantes a aprender. Em vez de dar a mesma aula e todos aprenderem da mesma maneira, é preciso mudar?, apontou. Ana Luiza acrescentou que ?as universidades também têm que mudar a formação dos professores?. Ela afirmou que esse modelo pode ser obtido ?dando mais autonomia às escolas, fortalecendo o conjunto de professores, fazendo com que os pais se integrem e que os diferentes setores da sociedade, não somente os governos, participem da educação?. A diretora regional da Unesco disse que ?não se pode ficar com o conhecimento adquirido na escola. A escola tem que ser a base para continuar aprendendo, que dê curiosidade para que continuar aprendendo?. Ana Luiza também disse que a região ainda ?tem vários compromissos a cumprir até 2015, que foram assumidos em vários fóruns internacionais?. ?É preciso universalizar a educação primária, que todos os cidadãos completem a educação básica com qualidade, que todos ingressem na educação secundária e erradicar o analfabetismo adulto?, disse.

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