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Lula pede paci�ncia em balan�o de um ano e meio no poder
Brasília - Ao fazer o balanço de um ano e meio do seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem ter aprendido que ?a arte de governar é a arte de ter paciência?. Num discurso em tom de palestra motivacional, recheado de frases de efeito, Lula conclamou os ministros a defenderem o governo e lançou um desafio a seus opositores: ?Queremos fazer confronto não apenas de idéias, mas também de realizações, de números, de coisas concretas e objetivas que estão acontecendo no país?. Às vésperas da campanha eleitoral para as eleições municipais de outubro, Lula previu que ele e seus ministros vão enfrentar manifestações contrárias em todos os lugares que visitarem. ?Eu sempre digo para os companheiros que estão comigo que não fiquem preocupados, porque se tem alguém que não pode reclamar de manifestações contra sou eu, porque já fiz todas que foram necessárias fazer neste país. Não vou me queixar nunca?. Durante meia hora, falando de improviso, o presidente procurou motivar os ministros. ?O que não podem é permitir que alguma crítica ou insinuação, verdadeira ou maldosa, possa mexer com sua auto-estima?, afirmou. Diferentemente do balanço de um ano, feito pelo próprio presidente, o balanço de 18 meses foi feito pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu. Lula discursou em seguida. Foram convidados todos os ministros, líderes aliados no Congresso e presidentes de empresas e bancos estatais. O balanço de 18 meses também serviu de palanque para que ministros saíssem em defesa da gestão Lula. Alguns chegaram a dizer, depois do evento, que os dados divulgados na cerimônia podem servir de munição contra ataques de adversários nas eleições municipais. ?Os números da indústria e do comércio mostram uma melhoria consistente. Nós certamente vamos ter um segundo semestre em que as pesquisas [de opinião] também em relação ao presidente Lula virão certamente melhores?, disse o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Ao ser indagado se o governo não havia feito apenas um balanço com números já batidos, o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, disse que havia informações novas e que até precisariam ser atualizadas.