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PROVÁVEL NOME DA 3ª VIA, SIMONE TEBET ELOGIA DORIA POR DESISTÊNCIA
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Após anúncio da desistência da candidatura do ex-governador João Doria (PSDB-SP), a pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB-MS) disse que irá conversar com o tucano para um eventual apoio, mas ponderou que aguardará a decisão das direções partidárias.
Tebet aparece como o provável nome da chamada terceira via, que visa contrapor às candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL), respectivos pré-candidatos que lideram as pesquisas. “Doria nunca foi adversário. Sempre foi aliado. Sua contribuição com a luta pela vacina jamais será esquecida. Vamos conversar e receber suas sugestões para nosso programa de governo. O Brasil é maior do que qualquer projeto individual. Vamos trabalhar para unir todo o centro democrático. Gostaria muito de ter o PSDB e o Cidadania junto conosco”, disse ela.
Tebet ganhou força nos bastidores Com apenas 2% da preferência, Simone Tebet empata, dentro da margem de erro, com o ex-governador, que chegou a 4% no mais recente levantamento do Ipespe.
Em vez da intenção de voto, no entanto, a resposta que favorece à senadora é a rejeição mais baixa: 37% não votariam de jeito nenhum em Simone; já 53% rejeitam Doria.
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Outros dois fatores que beneficiam a senadora na disputa direta com Doria são: a obrigatoriedade de partidos investirem ao menos 30% dos recursos dos fundos partidário e eleitoral em candidaturas femininas e o apoio interno conquistado ao longo dos últimos meses.
Considerado por analistas uma espécie de confederação, por abrigar dentro do mesmo guarda-chuva diferentes correntes políticas, o MDB caminha para ter, pela segunda eleição consecutiva, candidato próprio à Presidência da República.
Em 2018, a função coube ao economista Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do então presidente Michel Temer. Ao contrário da trajetória de conflito trilhada por Doria no PSDB, a candidatura de Simone foi ganhando musculatura.
Se no início a pré-campanha era vista no MDB como uma estratégia para marcar posição no debate presidencial, a mesma ganhou terreno nos Estados, especialmente nos mais conservadores. E por um motivo claro: a defesa de Simone se tornou um muro de contenção aos aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reaproxima de quadros do partido, especialmente na região Nordeste.
Não por acaso o Rio Grande do Sul, onde o MDB tem tradição e força política, tornou-se a principal base da senadora de Mato Grosso do Sul. O coordenador do programa de governo de Simone Tebet é o ex-governador gaúcho Germano Rigotto e o ex-senador Pedro Simon, decano da sigla, é um dos mais empenhados cabos eleitorais da pré-candidata.
Com o avanço nas negociações com o PSDB e o Cidadania para o lançamento de uma candidatura única, Simone começa a delimitar os rumos de sua campanha. O marqueteiro já foi escolhido. Será Felipe Soutello, que comandou várias campanhas tucanas, entre elas a disputa vitoriosa de Bruno Covas à Prefeitura de São Paulo, em 2020, e também trabalhou para o então governador paulista Márcio França (PSB), em 2018.